Segundo o hematologista Caio César Ribeiro, do Grupo Oncoclínicas, em Belo Horizonte, o Linfoma de Hodgkin é um “tipo de câncer que afeta o sistema linfático e costuma acometer principalmente pessoas jovens, embora tenha um segundo pico de incidência em pessoas com mais de 60 anos”.
Ele corresponde a 0,5% de todos os tipos de câncer e costuma apresentar-se com crescimento de linfonodos no pescoço ou axilas, estes também conhecidos popularmente como ínguas. A doença pode acometer também a região próxima ao coração, conhecida como mediastino, e pode se manifestar com dores no peito e cansaço, conforme o médico.
“Alguns pacientes podem apresentar sintomas como febre, suor noturno e emagrecimento. Também é relativamente comum a presença de coceira pelo corpo todo. É uma doença que apresenta taxas de cura superiores a 80-90% com o tratamento”, afirmou.
O hematologista completa: “A maioria dos pacientes acometidos pelo Linfoma de Hodgkin tem entre 20 e 30 anos. Apesar disso, o Linfoma de Hodgkin é uma doença rara, com incidência de 2 a 3 casos para cada 100 mil habitantes anualmente”.
Tratamentos
O tratamento, segundo o médico, é feito com quimioterapia, podendo envolver em alguns casos radioterapia. “O tempo de tratamento normalmente depende do estágio em que a doença se apresenta e pode durar de 2 a 6 meses”, esclarece.
No caso de Isabel Veloso, ela passou por um transplante de medula óssea, mas o hematologista esclarece que nem todos os pacientes necessitam passar pelo procedimento. “A grande maioria dos pacientes vai ser curada apenas como tratamento envolvendo a quimioterapia e radioterapia. O transplante de medula óssea é necessário nos pacientes que apresentam recaída da doença após o primeiro tratamento”, explica.
“A taxa de recaída da doença após o transplante de medula óssea é em torno de 50%, porém existem alguns casos em que essa taxa pode ser maior ou menor, dependendo principalmente de como a doença se apresentava antes do transplante e como ela foi controlada para o procedimento”, completa.
Chances de cura
“Gostaria de destacar que o Linfoma de Hodgkin é uma doença que acomete principalmente pessoas jovens e que apresenta elevados índices de cura. Estamos vendo diversos avanços nos tratamentos da doença e a imunoterapia promete melhorar ainda mais as taxas. A detecção da doença em seu estágio inicial permite curar mais de 90% dos pacientes, sendo muito importante o diagnóstico precoce”, finaliza o médico.
Morte de Isabel
Isabel Veloso morreu neste sábado (10), após uma longa batalha contra o câncer. A jovem estava internada na Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) do Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, no Paraná, desde o dia 26 de novembro de 2025.
Isabel foi internada pela última vez após apresentar excesso de magnésio no sangue. No hospital, a jovem também descobriu um sangramento no pulmão e foi diagnosticada com pneumonia. Ela também passou por uma cirurgia de traqueostomia e apresentou hemorragia no intestino.
A internação de Isabel Veloso aconteceu pouco tempo depois dela passar por um segundo transplante de medula óssea. No dia 10 de novembro, ela comemorou que tinha recebido alta hospitalar após ser submetida ao procedimento no dia 24 de outubro. A jovem teve o próprio pai como doador.
Câncer de Isabel Veloso
Isabel Veloso foi diagnosticada com
Inicialmente, Isabel teve a notícia de que teria seis meses de vida, ou seja, que ela viveria até julho do ano passado, mas o
Em 11 de agosto de 2024,
Dois meses depois,
No entanto, o tumor retornou mais agressivo, o que levou a influenciadora a passar por um segundo transplante de medula óssea no dia 24 de outubro. Dessa vez, ela teve o pai como doador. O objetivo do procedimento foi tentar uma nova chance de tratamento contra a doença.