Familiares e amigos se despedem de Juca de Oliveira neste domingo (22)
Ícone da dramaturgia brasileira morreu na madrugada do último sábado (21), aos 91 anos; corpo foi sepultado em São Paulo

O ator Juca de Oliveira foi sepultado na manhã deste domingo (22), no Cemitério do Araçá, no Centro de São Paulo. Familiares e famosos se despediram de um dos maiores ícones da dramaturgia brasileira, que morreu aos 91 anos na madrugada do último sábado (21).
O velório aconteceu durante todo o sábado e terminou no domingo, quando o corpo foi encaminhado ao Araçá. O último adeus contou com a presença de pessoas próximas à Juca, como a filha do ator, Isabela, e a esposa, Maria Luisa.
"O Juca foi um pai maravilhoso. Eu trabalho com teatro, a gente sempre respirou teatro, eu não tenho palavras para agradecer o meu pai, a gente era muito ligado. E eu tenho uma filha de 4 anos, que era apaixonada por ele, e acho que isso é o maior legado que ele tem, e ela ama teatro, provavelmente ela vai seguir a carreira dele e eu vou ter muito orgulho", disse Isabela ao G1.
Amigos de Juca, como as atrizes Irene Ravache e Bárbara Paz, o ator Taumaturgo Ferreira, além de Dráuzio Varella e Leandro Karnal também estiveram na despedida do artista.
A morte foi confirmada pela assessoria do ator. Juca estava internado em estado grave desde o dia 13 de março no Hospital Sírio-Libanês. Ele apresentava um quadro de pneumonia associado a uma condição cardíaca. A informação é da a CNN Brasil. anos no dia 16.
Carreira
Nascido em São Roque, no interior de São Paulo, em 16 de março de 1935, José Juca de Oliveira Santos começou no teatro na década de 50.
Juca cursou Direito na Universidade de São Paulo (USP) e chegou a trabalhar em um banco. Porém, a carreira artística fez com que ele largasse a faculdade e o empreso para estudar na Escola de Arte Dramática.
Nesta época, ele fez parte do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde contracenou com Aracy Balabanian (1940-2023) e fez peças como “A Semente”, de Gianfrancesco Guarnieri, e “A Morte do Caixeiro Viajante”, de Arthur Miller.
Com mais de 40 anos de carreira, o ator fez mais de 30 novelas e minisséries, além de 60 peças de teatro e vários longas-metragens.
Na década de 60, ele adquiriu o Teatro de Arena em parceria com Guarnieri, Augusto Boal, Paulo José e Flávio Império. Ligado ao Partido Comunista Brasileiro, o ator acabou sofrendo perseguição pelo Estado brasileiro e procurou exílio na Bolívia.
De volta ao Brasil, ele fez a novela "Quando o Amor É Mais Forte" (1964), da TV Tupi. Na Globo, ele estreou apenas em 1973, onde interpretou o personagem Alberto Parreiras em "O Semideus".
O ator ainda passou pela Bandeirantes, onde participou de "A idade da Loba", e pelo SBT, contracenando em "Os Ossos do Barão". Em 1993, ele retornou à Globo em "Fera Ferida" e, depois, fez parte do elenco de "Torre de Babel".
Um dos personagens mais conhecidos do ator foi o de Doutor Albieiri, em O Clone, trama de Gloria Perez que foi ao ar em 2001 e teve diversas reprises na Globo.
Na novela, foi ele quem produziu um clone humano, interpretado pelo ator Murilo Benício.
O último papel de Juca na televisão foi em 'O Outro Lado do Paraíso' (2018), em que interpretou Natanael. Apesar do distanciamento da TV, Juca se dedicou ao trabalho no teatro e à sua fazenda nos últimos anos de vida.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.
Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.




