Morre Juca de Oliveira: famosos recordam momentos com o ator em fotos raras
Debora Bloch, Ary Fontoura e Adriane Galisteu estão entre os famosos que lamentaram a morte do ator

Juca de Oliveira morreu aos 91 anos neste sábado (21), em São Paulo, e famosos lamentaram a partida do ator. Entre eles, estão Debora Bloch, Ary Fontoura e Adriane Galisteu.
Em um longo texto e com uma foto rara, Galisteu se despediu do artista. "Juca parte levando com ele mais do que uma história brilhante! A minha história começa com Bibi, passa por Paulo Autran, encontra Jô... e inevitavelmente chega nele. Juca era esse elo raro entre gigantes, o último dos moicanos de uma geração que ensinou elegância, inteligência e paixão pela cena."
"Quando penso nesse quarteto tão extraordinário, penso em privilégio: o privilégio de ter aprendido olhando, ouvindo, convivendo. Cada um à sua maneira deixou marca, mas hoje dói perceber que se fecha um ciclo", seguiu a apresentadora.
"Fica a obra, fica a voz, fica a inteligência fina, o humor e a presença de quem nunca passou despercebido. Hoje o palco brasileiro silencia diferente. Mas a resenha no céu segue brilhando !Obrigada por tanto", concluiu.
Assim como Adriane Galisteu, Debora Bloch também usou uma foto rara para falar sobre o ator. "Juca foi um gigante do teatro, um ator maravilhoso, um parceiro generoso, divertido e apaixonado pelo seu ofício. Aqui na foto, ele, eu e Luciana Braga, estávamos fazendo Pupilas do Senhor Reitor. Eu amei trabalhar e conviver com ele. Te amo pra sempre Juca", escreveu.

Ary Fontoura também se manifestou. "Juca de Oliveira se foi… e levou com ele um pedaço do nosso palco, da nossa história, do nosso coração. Obrigado por tudo. Que a eternidade te receba com aplausos…", comentou.
Carreira
Nascido em São Roque, no interior de São Paulo, em 16 de março de 1935, José Juca de Oliveira Santos começou no teatro na década de 50.
Juca cursou Direito na Universidade de São Paulo (USP) e chegou a trabalhar em um banco. Porém, a carreira artística fez com que ele largasse a faculdade e o empreso para estudar na Escola de Arte Dramática.
Nesta época, ele fez parte do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde contracenou com Aracy Balabanian (1940-2023) e fez peças como “A Semente”, de Gianfrancesco Guarnieri, e “A Morte do Caixeiro Viajante”, de Arthur Miller.
Com mais de 40 anos de carreira, o ator fez mais de 30 novelas e minisséries, além de 60 peças de teatro e vários longas-metragens.
Na década de 60, ele adquiriu o Teatro de Arena em parceria com Guarnieri, Augusto Boal, Paulo José e Flávio Império. Ligado ao Partido Comunista Brasileiro, o ator acabou sofrendo perseguição pelo Estado brasileiro e procurou exílio na Bolívia.
De volta ao Brasil, ele fez a novela "Quando o Amor É Mais Forte" (1964), da TV Tupi. Na Globo, ele estreou apenas em 1973, onde interpretou o personagem Alberto Parreiras em "O Semideus".
O ator ainda passou pela Bandeirantes, onde participou de "A idade da Loba", e pelo SBT, contracenando em "Os Ossos do Barão". Em 1993, ele retornou à Globo em "Fera Ferida" e, depois, fez parte do elenco de "Torre de Babel".
Um dos personagens mais conhecidos do ator foi o de Doutor Albieiri, em O Clone, trama de Gloria Perez que foi ao ar em 2001 e teve diversas reprises na Globo.
Na novela, foi ele quem produziu um clone humano, interpretado pelo ator Murilo Benício.
O último papel de Juca na televisão foi em 'O Outro Lado do Paraíso' (2018), em que interpretou Natanael. Apesar do distanciamento da TV, Juca se dedicou ao trabalho no teatro e à sua fazenda nos últimos anos de vida.
Morte
Juca de Oliveira estava internado desde o dia 13 de março no hospital Sírio-Libanês “em estado delicado de saúde" por conta de "uma pneumonia e condição cardiológica", e faleceu nesta madrugada (21).
Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.



