Os sinais “sutis” apresentados por Bruce Willis, de 70 anos, antes de descobrir uma
Em entrevista à jornalista norte-americana Diane Sawyer, Emma disse que notou sinais de que algo estava “errado” em Bruce Willis ao percebê-lo muito quieto.
“Para alguém muito falante e muito engajado, ele era um pouco mais quieto”, revelou. “Quando a família se reunia, ele simplesmente se encolhia um pouco”, acrescentou a esposa de Bruce.
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Ainda, segundo ela, o ator “parecia um pouco distante, muito frio, diferente do Bruce, que era muito caloroso e carinhoso”.
“Fazer o oposto disso era alarmante e assustador”, completou Emma, que chegou a enfrentar uma “crise” no casamento por conta das incertezas.
Bruce Willis e a esposa, Emma Heming
“Eu só pensava: Será que consigo continuar em um casamento que não se parece com o que tínhamos? Que não parece mais um casamento?”, se questionou.
Após várias conversas, eles, que são casados desde 2009, descobriram que o ator estava doente.
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Como está Bruce Willis hoje?
Ainda em entrevista, a esposa de Bruce Willis contou que o marido está “morando em uma segunda casa” por conta das suas necessidades. “Foi uma das decisões mais difíceis que já tomei até agora”, disse ela.
Emma aproveitou, também, para
Demência Frontotemporal
Paulo Caramelli, especialista em cognição e professor da UFMG, explicou que a DFT é a segunda causa de demência degenerativa mais frequente com início antes dos 65.
A doença se dá pelo acúmulo de “proteínas anormais no cérebro”. Conforme o médico, existem duas características ou duas formas de apresentação clínica da doença, sendo elas: variante comportamental e variante de linguagem.
Na primeira apresentação, o paciente, fundamentalmente, tem alterações de comportamento. De acordo com Caramelli, elas “vão desde apatia ou desinibição, alterações de hábitos alimentares, como preferência por doces, a apresentação de algum tipo de compulsão”.
“Na maior parte dos casos de Demência Frontotemporal, da variante comportamental, a memória não é tão afetada no início e é por isso, por exemplo, que essas pessoas não têm dificuldades de localização espacial”, completa.
A outra variante é a de linguagem. “A linguagem é a alteração clínica inicial, menos comportamento e também menos memória. De toda forma, são apresentações clínicas que evoluem de forma progressiva e, em fases mais avançadas, fica muito difícil você diferenciá-las. Em geral, a memória não é alterada precocemente ou no início do quadro”, destaca o médico.
As duas variantes interferem de formas distintas na qualidade de vida do paciente. “Seja pela linguagem, que, aparentemente, foi a forma que acometeu o ator Bruce Willis no início e, obviamente, trazendo um impacto enorme para a vida e também para profissão dele, mas também a forma comportamental acaba interferindo muito sobre a qualidade de vida da pessoa afetada e da família”, pontua.