Ministério Público de SP analisa denúncia de homofobia contra Jonas Sulzbach

Participante do BBB é acusado por declarações homofóbicas contra Juliano Floss durante uma briga na madrugada da última terça-feira (3)

Jonas lamentou expulsão de Paulo Augusto do BBB 26

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) confirmou, nesta quarta-feira (4), que analisa a denúncia apresentada pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ contra o participante do reality show Big Brother Brasil, Jonas Sulzbach. A entidade acusa Jonas por declarações homofóbicas contra Juliano Floss durante uma briga na madrugada da última terça-feira (3).

O presidente da associação e deputado estadual suplente por São Paulo, Agripino Magalhães Júnior, foi o responsável por acionar o órgão. Agripino afirma que o participante teria se apropriado de discursos homofóbicos durante uma discussão com Juliano Floss.

“As falas desqualificam e estigmatizam a orientação sexual ou identidade de gênero do participante”, disse o presidente da entidade. Nas redes sociais, Agripino destacou que, na avaliação dele, a conduta de Jonas pode configurar o crime de injúria racial.

Declarações homofóbicas

Jonas e Juliano protagonizaram uma grande briga, com troca de ofensas, após o Sincerão dessa segunda-feira (2). Além de ter tratado o influenciador como “loirinha”, o modelo disse que ele teria hormônio feminino.

“Você é ridículo. Você não sabe falar, meu irmão. É tanta testosterona que treinou tanto, mas não malhou o cérebro. Sua criança do caralh*", soltou o namorado de Marina Sena. “Você não tem e nunca vai ter testosterona. Você tem o quê? Progesterona? Qual o hormônio que você tem? Vai lá, progesterona”, retrucou o ex de Mari Gonzalez.

Outro participante denunciado por homofobia

Segundo eliminado da edição, Matheus também foi denunciado ao Ministério Público por ter imitado, de forma pejorativa, um homem gay. A queixa também foi realizada por Agripino, que é presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo.

Nas redes sociais, ele comentou o caso envolvendo Matheus e relembrou que a homofobia e transfobia, a partir de 2019, foi igualada aos crimes de racismo e injúria racial, através do Supremo Tribunal Federal.

“O preconceito por orientação sexual e identidade de gênero está agora sobre o crivo de criminalização federal, ou seja, é crime de injúria racial e inaceitável. Declarações LGBTQIAPN+fóbicas passam a se enquadrar como crime de injúria racial e a pena prevista no Código Penal Brasileiro é de 01 a 05 anos de prisão e multa”, completou Agripino.

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André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.

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