A
Em nota, Diley Almeida esclareceu que o concurso que elegeu a Miss Universo Minas Gerais em Barbacena, na Zona da Mata, “era de total conhecimento e autorizado pela até então organização nacional.”
“A índole, profissionalismo e decência de toda equipe envolvida no evento, jamais permitiria que algo fosse feito sem total transparência e permissão”, continua.
Diley lembra que a edição de 2024 foi fechada ainda em 2023, conforme anunciado no fim do concurso. Segundo ele, outras duas cidades mineiras também manifestaram interesse em sediar o evento em 2025.
“Jamais poderíamos prever os acontecimentos que viveríamos a seguir, e mesmo cheios de temores e inseguranças, a palavra dada e todos os acordos fechados deveriam ser cumpridos, e a então organização nacional estava ciente disso e nos amparou da melhor forma que podiam naquele momento”, pontuou.
Diley explica que sempre foi “de total interesse” seguir à frente do Miss Universo Minas Gerais, “não só para honrar o nosso trabalho, mas também nossa Miss Universo Minas Gerais 2024, até então eleita legitimamente no dia 16 de março na cidade de Barbacena.”
Tentativa de negociação
Diley explica que tentou negociar com a nova organização, porém ele se deparou “com um valor extremamente abusivo de licenciamento”. O coordenador diz, ainda, que também não concorda com “algumas posturas adotadas pela mesma”.
Por este motivo, “não há mais interesse em continuar a frente da licença estadual de Minas Gerais para o Miss Universe Brasil”.
O comunicado finaliza: “O sonho de trazer o Miss Universo Minas Gerais aos seus tempos de glória ainda vive dentro de nós, e esperamos que em breve possamos continuar essa trajetória. Não é uma decisão fácil de se tomar, por isso contamos com o respeito de todos. A todas as candidatas, patrocinadores, coordenadores, staff, familiares e amigos que estiveram ao nosso lado nesses dois anos o nosso muito obrigado”.
Entenda a polêmica
Dez coordenadores estaduais do
Miss Brasil 2017, Monalysa Alcântara, era coordenadora do concurso no Piauí. Além dela, também abdicaram de seus cargos: Miro Sampaio (Amazonas), Guilhermino Benevides (Ceará), Eder Ignácio (São Paulo), George Azevedo (Rio Grande do Norte e Paraíba), Paulo Silas (Roraima), Luiz Plínio (Sergipe), Eleticia Dias (Rondônia) e Ana Meyre (Acre). O motivo é que eles não aprovam a escolha da nova gestão da franquia no país.
O comunicado diz que os responsáveis pelos “certames estaduais” estão “surpresos” e “preocupados” com a nova organização e, por isso, em decisão conjunta, optaram por “renunciar aos cargos de franqueados estaduais do certame nacional”.
O texto finaliza: “A saída se dá em total discordância e repúdio ao histórico e posicionamento profissional do novo franqueado. Ao longo de sua trajetória no mundo miss, o atual proprietário demonstrou uma série de atitudes que contrariam os valores e princípios defendidos pelos coordenadores”.
Algum tempo depois, Gerson Antonelli se pronunciou. “Sinto muito pela saída deles”, inicia o texto. “Não cabe a mim julgá-los ou questionar a decisão dos mesmos, no entanto, é necessário esclarecer que estes coordenadores estavam divulgando a abertura e fazendo inscrições para os concursos estaduais sem qualquer permissão da Miss Universe Organization”, destaca.
Gerson afirma que sua gestão iniciou no dia 17 de abril deste ano e, por isso, não deve “qualquer explicação sobre as ações destes coordenadores antes desta data”.
“Já recebi nos últimos dias e-mails de pessoas interessadas nos Estados em questão e estou avaliando cada um deles com muito cuidado, para que possamos manter o nível e grandiosidade que o concurso Miss Universe Organization merece”, explica.
Gerson afirma também que o Miss Universe está “ciente de todo o ocorrido” e “tem conhecimento de todas as postagens e vídeos que foram divulgados”. O comunicado finaliza: “Desejo boa sorte a todos eles e certamente teremos pessoas qualificadas para subtituí-los”.