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Com leucemia, Fabiana Justus celebra ‘pega’ da medula óssea 13 dias após transplante

Filha de Roberto Justus relatou que ‘pega’ ocorreu nesta terça-feira (9); entenda etapa

Com leucemia mieloide aguda, Fabiana Justus, de 37 anos, conseguiu a tão sonhada “pega” da medula óssea nesta terça-feira (9), dia em que celebra aniversário de casamento e que agora tem um motivo a mais para ser comemorado.

A informação foi divulgada pela influenciadora em uma rede social. “Hoje é o dia que comemoro 13 anos de casada com meu marido, meu porto seguro diante de tudo isso... e hoje, 13 dias depois do dia do meu transplante, eu renasci”, inicia.

“Dia 09/04 que já era um dos dias mais felizes da minha vida, agora se tornou um grande marco para mim além de tudo. Coincidências? Ou sinais?! Depois de um eclipse poderoso, ‘lá veio o sol’ e ‘clareou’ a minha vida. Se eu já tinha fé, ela foi completamente intensificada depois de tudo isso”, acrescenta.

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A filha de Roberto Justus continua: “Deus é maravilhoso e esteve ao meu lado em todos os momentos. E continuará. Me deu muitos sinais. Me deu muitas certezas quando eu tinha dúvidas. Capacitou meus médicos maravilhosos em todas as suas condutas! Guiou e abençoou meu doador para fazer esse ato de amor por uma pessoa que ele nem conhece. Obrigada meu Deus por tudo e por tanto. Obrigada vcs também por estarem ao meu lado durante tudo isso.”

A influenciadora esclarece: “Sei que o transplante não acaba quando ele termina, que ainda tenho um caminho de cuidados pela frente, mas hoje eu estou comemorando meu novo aniversário. Minha nova chance na vida. E prometo viver com ainda mais gratidão e ainda mais amor do que eu já tinha. Se é que é possível”, finaliza.

Pega da medula

Diferente de transplantes com órgãos sólidos, no caso da influenciadora o órgão é líquido, como explica Mariana Chalup, hematalogista do Cancer Center Oncoclínicas. "É um sangue que está presente dentro dos ossos, então não é possível, como no caso de órgão sólidos, a gente fazer uma cirurgia para retirada desse tecido que é um tecido líquido”, pontua.

Para “destruir a medula óssea doente”, o paciente passa por doses altas de quimioterapia. Depois, ele recebe a medula doada através de um cateter, como se fosse uma transfusão.

“Essas células sanguíneas do doador vão ficar então circulando por um período no corpo desse paciente até que elas consigam encontrar o local restrito da medula óssea, da produção de células sanguíneas. E elas vão amadurecer e voltar a produzir os componentes do sangue”
Mariana Chalup, hematalogista do Cancer Center Oncoclínicas

A hematologista esclarece que a pega da medula “é um marcador do momento que é percebido que o corpo do paciente está conseguindo produzir novamente as células do sangue”.

Essa constatação ocorre após um exame de hemograma, que é feito diariamente nos pacientes transplantados.

Pós-transplante

O tempo de recuperação depende das várias fases do transplante. “Geralmente, a medula óssea recupera a produção do novo enxerto em torno de 15 a 20 dias após a infusão, dependendo de várias questões, como idade do paciente, do doador e do tipo de transplante”, esclarece a médica.

Após esse período, “o paciente estando com as infecções controladas pode ter alta do hospital, mas ainda por pelo menos 100 dias pós-transplante, ele vai precisar de um acompanhamento rigoroso com consultas semanais no mínimo.”

“Depois desses 100 dias, a gente vai reduzindo os imunossupressores, o paciente vai voltando a receber algumas vacinas, as medicações vão sendo diminuídas e essas consultas vão sendo mais espaçadas. Porém, o tempo de recuperação é muito variável, tem paciente que mesmo anos depois do transplante ainda precisa de alguns cuidados, ainda precisa de medicações e de um acompanhamento mais rigoroso”
Mariana Chalup, hematalogista do Cancer Center Oncoclínicas

Descoberta

No dia 25 de janeiro deste ano, Fabiana revelou ter sido diagnosticada com leucemia mieloide aguda e falou sobre a descoberta em vídeo postado nas redes sociais.

“Fui diagnosticada com leucemia mieloide aguda. O nome assusta, tudo assusta, mas estou nas mãos de um super médico, sendo muito bem assistida e as coisas foram muito rápidas, até pela característica da doença e a forma que tem que ser o tratamento”, contou.

À época, a influenciadora explicou como descobriu a doença. “Vim para o pronto socorro com uma dor esquisita nas costas e febre e desde então não saí mais daqui. Já internei, fiz o exame para ver o que era, coloquei o cateter e já comecei a quimioterapia”, detalhou.

No dia 27 de março, Fabiana contou que conseguiu um doador 100% compatível com ela e que faria o tão esperado transplante de medula óssea. “Meu gêmeo’ de medula! Desde o dia que soube que encontraram eu só agradeço. E seguirei eternamente grata. Ainda temos um caminho pela frente... precisamos aguardar a ‘pega’ da medula para poder ter alta do hospital”, disse na ocasião.

“Depois continuar me cuidando e isolada por um tempo, fazendo bastante acompanhamento. Mas tenho que comemorar as vitórias e a de hoje foi gigante!!! 27/03- dia que recebi minha nova medula! Agora peço a vocês por favor muita energia na nossa corrente maravilhosa de amor, para que a medula pegue e dê tudo certo”, encerrou.


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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‘NaTelinha’ e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.
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