O Orçamento da União para 2026 abriu espaço para uma ampla movimentação no serviço público federal. A Lei Orçamentária Anual autoriza tanto a criação de novos cargos quanto o preenchimento de vagas já existentes, o que fortalece a expectativa por concursos públicos e convocações ao longo do ano.
Ao todo, estão autorizadas 78.674 novas vagas e o provimento de 85.128 cargos nos três Poderes. Na prática, isso significa reposição de quadros, expansão de áreas estratégicas e reforço de setores que vêm operando com déficit de servidores.
Onde estão as oportunidades
A maior parte das autorizações está concentrada no Poder Executivo, que responde pela maioria dos cargos a serem criados e preenchidos. Dentro desse grupo, a área da educação aparece como principal destaque, com previsão de milhares de vagas para universidades e institutos federais, tanto para professores quanto para técnicos-administrativos.
Além da educação, o orçamento também prevê recursos para outros setores da administração pública, incluindo áreas técnicas, administrativas e estratégicas. Há ainda previsão de vagas para órgãos ligados à diplomacia, proteção de dados e forças armadas.
O Poder Judiciário também deve realizar contratações em 2026, especialmente em razão das demandas relacionadas ao calendário eleitoral. Justiça Eleitoral, tribunais e órgãos auxiliares aparecem entre os que devem reforçar seus quadros.
Impacto financeiro
As autorizações vêm acompanhadas de previsão orçamentária. O total de despesas com criação de cargos, reajustes, gratificações e alterações de carreira supera R$ 8 bilhões, com maior fatia destinada ao Executivo. Esses valores cobrem tanto novas vagas quanto a reposição de servidores que deixaram o serviço público por aposentadoria, exoneração ou falecimento.
Concursos em ano eleitoral: o que muda
Apesar de 2026 ser ano de eleições, não há impedimento para a realização de concursos públicos. Editais podem ser publicados, bancas contratadas e provas aplicadas normalmente.
A restrição prevista na legislação eleitoral atinge apenas a nomeação e posse de servidores, que ficam proibidas nos três meses que antecedem o pleito, com algumas exceções. Em casos de reposição de vagas abertas por aposentadoria ou falecimento, por exemplo, a nomeação pode ser permitida.
Na prática, isso faz com que editais, provas e homologações tendam a se concentrar no primeiro semestre, enquanto o segundo semestre costuma ter ritmo mais lento, especialmente no Executivo.
O que o candidato precisa saber
Com o volume de vagas autorizado e o calendário eleitoral impondo limites às nomeações, especialistas apontam que 2026 deve ser um ano intenso para concursos no início do ano. Quem pretende disputar uma vaga no serviço público federal precisa acompanhar autorizações, editais e cronogramas desde já.
A leitura do Orçamento não garante concurso imediato para todos os cargos, mas sinaliza com clareza onde o governo pretende investir em pessoal e quais áreas devem concentrar oportunidades ao longo do ano.