STF confirma que MEC pode exigir edital para novos cursos de Medicina

Decisão confirma que novas vagas devem seguir chamamento público previsto na Lei do Mais Médicos

Decisão confirma que novas vagas devem seguir chamamento público previsto na Lei do Mais Médicos

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Ministério da Educação (MEC) pode definir a abertura de cursos e vagas de graduação em Medicina por meio de editais públicos. A conclusão foi publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União.

A análise ocorreu no julgamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelo Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub) e pela Associação Brasileira das Instituições de Educação Superior Comunitárias (Abruc).

As entidades questionavam a validade de trechos da Lei do Mais Médicos que condicionam a criação de novos cursos de Medicina em instituições privadas a um chamamento público prévio feito pelo MEC.

Até o início de fevereiro, um edital do governo federal previa a abertura de 5.900 novas vagas em universidades privadas. O MEC, porém, revogou o processo após a divulgação dos resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).

No STF, as entidades argumentaram que a exigência de edital poderia ferir princípios como a livre iniciativa e a autonomia universitária, ao impedir que faculdades solicitassem autorização diretamente ao ministério.

Por maioria, os ministros entenderam que a regra é constitucional. O tribunal afirmou que não há irregularidade em exigir chamamento público com critérios técnicos antes da autorização de novos cursos.

O entendimento foi firmado em conjunto com a análise da ADC 81, que tratou do mesmo ponto da legislação.

Na prática, a decisão confirma que o MEC não é obrigado a analisar pedidos individuais fora de editais. A abertura de cursos de Medicina deverá seguir processos públicos organizados pelo governo.

Segundo o STF, a medida busca ordenar a expansão da formação médica no país com base em planejamento e critérios técnicos.

Com a decisão, o modelo previsto na Lei do Mais Médicos ganha segurança jurídica e passa a orientar a criação de novas vagas e graduações em Medicina nas instituições privadas.

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Izabella Gomes se graduou em Jornalismo na PUC Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias de Educação e Saúde.

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