Saiba por que nº de matrículas na educação profissional cresceu 23% em um ano no Brasil

Levantamento, realizado anualmente, é o principal termômetro das estatísticas sobre instituições, docentes e matrículas

Impacto dessas políticas reflete-se diretamente no perfil dos estudantes

A educação profissional no Brasil vive um momento de forte expansão, registrando um crescimento de 23,7% no número de matrículas em apenas um ano. Segundo dados do Censo Escolar divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) nesta quinta-feira, 26, o contingente de alunos saltou de 2.576.293, em 2024, para 3.187.976 no ano passado.

O levantamento, realizado anualmente, é o principal termômetro das estatísticas sobre instituições, docentes e matrículas da educação básica em todo o território nacional.

Para sustentar esse avanço, o governo federal aposta no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). De acordo com o ministro da Educação, Camilo Santana, a iniciativa deve injetar R$ 8 bilhões no ensino técnico brasileiro ainda este ano, com a expectativa de gerar 600 mil novas vagas.

O mecanismo do Propag permite que os estados abatam suas dívidas com a União mediante investimentos em educação profissional. Pelas regras do programa, as unidades da federação são obrigadas a destinar pelo menos 60% desses recursos ao ensino técnico até que as metas estabelecidas sejam atingidas, podendo aplicar o montante restante em áreas como ensino infantil, tempo integral, saneamento e segurança.

O impacto dessas políticas reflete-se diretamente no perfil dos estudantes. Em 2021, apenas 11,9% dos alunos do ensino médio público cursavam o ensino técnico, índice que subiu para 20,1% em 2025. O ministro ressalta que esse crescimento também é impulsionado pela reforma do ensino médio, aprovada em 2017 e revisada em 2024.

A nova estrutura permite que os jovens escolham itinerários formativos para aprofundar seus estudos, sendo a educação profissional uma das áreas disponíveis. Atualmente, o Censo contabiliza 1,2 milhão de matrículas no ensino médio articulado ao Itinerário Formativo Técnico Profissional. Para especialistas, esse modelo é fundamental para alinhar a formação escolar às demandas do mercado de trabalho, facilitando a transição do jovem para a vida profissional.

Além dos incentivos financeiros, o setor ganhou um novo marco legal com a Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica, instituída em agosto do ano passado.

A política estabelece diretrizes para ampliar o acesso à modalidade, prevendo o fomento à expansão, a criação de parcerias com sistemas de ensino e a implementação de mecanismos de avaliação e monitoramento. Segundo Camilo Santana, o foco central dos investimentos atuais é garantir oportunidades de qualificação técnica para a juventude do país.

Com informações de Estadão Conteúdo

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