Censo Escolar registra queda de 1 milhão nas matrículas e avanço do ensino técnico

Dados do Censo Escolar indicam crescimento da educação profissional e tecnológica (EPT)

Dados do Censo Escolar indicam crescimento da educação profissional e tecnológica (EPT)

O Censo Escolar 2025 apontou redução de cerca de 1 milhão de matrículas na educação básica. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (26) pelo ministro da Educação, Camilo Santana.

Ao todo, foram pouco mais de 46 milhões de matrículas em 2024, o que representa queda de 2,3% em relação ao ano anterior, considerando redes pública e privada. Entre as etapas, o ensino médio apresentou a maior redução, com menos 419.517 estudantes.

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Durante coletiva em Manaus, o ministro afirmou que o resultado foi influenciado principalmente pelo envelhecimento da população, com menos jovens em idade escolar, e pela diminuição da distorção idade-série.

Segundo ele, no 3º ano do ensino médio esse indicador caiu 61% em três anos.

Santana acrescentou que a redução não é necessariamente negativa, já que mais alunos estão progredindo sem repetência. “Pode haver redução do número de pessoas, mas isso não é problema porque o atendimento educacional da população está aumentando. Estamos repetindo menos”, afirmou.

Dados do levantamento também mostram crescimento da educação profissional e tecnológica (EPT), que chegou a 3,1 milhões de matrículas em cursos técnicos no país.

No ensino médio da rede pública, o percentual de estudantes nessa modalidade subiu de 11,5% em 2021 para 20,1% em 2025. A expectativa do Ministério da Educação é ampliar a oferta por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que incentiva os estados a investirem na criação de vagas nesse tipo de ensino.

Por outro lado, a educação de jovens e adultos (EJA) mantém trajetória de queda, especialmente desde 2018. Em 2025, a modalidade registrou pouco mais de 2,2 milhões de matrículas, abaixo dos cerca de 2,3 milhões contabilizados em 2024.

Na educação infantil, o levantamento também aponta recuo no acesso à creche. O número de crianças de 0 a 3 anos atendidas caiu de 9,4 milhões para 9,2 milhões.

A taxa de cobertura está em 41,8%, ainda abaixo da meta de 50% estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE).

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Izabella Gomes se graduou em Jornalismo na PUC Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias de Educação e Saúde.

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