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Agência nuclear da ONU quer evitar que guerra afete maior usina da Europa

Unidade fica em Zaporizhzhia, na Ucrânia. Rússia e Ucrânia se acusam de bombardeios no local, mas ambos negam

Bombardeios podem afetar maior usina nuclear da Europa

Bombardeios podem afetar maior usina nuclear da Europa

Pixabay/Pexels

A Agência de Energia Atômica (AIEA) da Organização das Nações Unidas (ONU) quer evitar que a guerra entre Rússia e Ucrânia coloque em perigo a usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, localizada na Ucrânia, à medida que os combates nas proximidades se intensificam. Cada lado acusa o outro de bombardear através do rio Dnipro, que separa a fábrica da costa ucraniana. Ambos os países negam.

Na semana passada, uma equipe de inspetores de segurança nuclear da ONU teve de se abrigar nas instalações. Duas vezes neste mês, as minas terrestres russas que cercam a fábrica para evitar um ataque explodiram. As tropas russas na cidade vizinha de Enerhodar invadem apartamentos e vasculham ruas, em busca de evidências de uma rede de insurgência que, segundo suspeitas russas, detectaria alvos para as tropas ucranianas que se escondem nas proximidades.

Nos telhados de vários reatores, as forças russas construíram posições de combate com sacos de areia. Essas são primeiras indicações de que Moscou planeja usar os reatores nucleares como posições defensivas, diz o Ministério da Defesa britânico.

Desde setembro, a agência atômica da ONU busca um acordo entre as duas nações em guerra para não posicionar equipamentos militares pesados na fábrica nem disparar artilharias. Essas negociações têm sido um dos principais esforços diplomáticos para desescalar a guerra e um teste para negociações mais amplas em torno do conflito.

Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA diz que Washington está preocupada. “A Rússia está jogando um jogo muito perigoso com a apreensão militar da usina nuclear da Ucrânia”, avalia.

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