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Nove perguntas e respostas sobre o 5G, que estreia em BH na sexta-feira (29)

Apresentamos as principais mudanças aqui. Confira!

Tecnologia 5G tem parâmetros aprimorados de velocidade e latência

Pronto, o 5G já está quase liberado para uso em Belo Horizonte. Ele é a evolução da telefonia móvel e traz inovações em relação à tecnologia anterior, o 4G. Com todo mundo falando sobre o assunto, muitas dúvidas têm surgido.

A reportagem da Itatiaia preparou um guia para esclarecer os principais questionamentos sobre a liberação do 5G. Acompanhe a seguir!

1 – O que muda com o 5G em relação ao 4G?

As conexões 5G terão maior velocidade, menor latência (tempo da informação) e aumento na quantidade de dispositivos conectados simultaneamente. Enquanto o 4G permitia 10 mil conexões por quilômetro quadrado (por isso, as conexões com a internet em eventos com muita gente são prejudicadas), o 5G pode conectar até 1 milhão de dispositivos.

A rede 4G pode atingir a velocidade de um 1 Gbps, embora no dia a dia os celulares não cheguem a esse patamar. Com o 5G, a expectativa é chegar a 20 Gbps na Estação Rádio-Base (ERB). A latência do 4G tem média de 50 milissegundos e o 5G promete latência de apenas 1 milissegundo.

O funcionamento da tecnologia 5G demanda cinco vezes mais antenas do que a geração anterior, o 4G. Isso porque ele atua em alta frequência, que tem alcance menor. É a quantidade de antenas que vai determinar a amplitude da cobertura.

2 – Quais os benefícios do 5G?

As redes 5G terão taxas de transmissão superiores a 1 Gbps. Isso vai possibilitar a evolução de processos produtivos em diversos segmentos. Na medicina, por exemplo, vai ser possível fazer cirurgias remotamente. Nos transportes, deve haver evolução da infraestrutura para carros autônomos e vias inteligentes. Realidade virtual e realidade aumentada, componentes do metaverso, se tornarão possíveis. 

3 – Na prática, o que o cliente ganha com o 5G?

Com a velocidade mais alta, um clipe de música do YouTube que demora cerca de 2 minutos para carregar vai estar pronto para assistir em apenas 4 segundos. Espera-se, também, uma revolução no uso dos smartphones no universo dos videogames.

Além disso, as máquinas, como os carros, por exemplo, vão poder se comunicar de forma mais eficiente. No caso dos automóveis, isso deve reduzir o trânsito e os acidentes. Com latência de 1 milissegundo, a informação é transmitida quase instantaneamente: ou seja, para um veículo a 80 Km/h são menos de 3 centímetros de movimento.

O armazenamento local de arquivos vai deixar de ser necessário, já que o uso poderá ser feito diretamente do servidor em que está armazenado. Tarefas que não exigem criatividade poderão ser realizadas por máquinas e sistemas digitais.

4 – Preciso de um aparelho novo?

Sim. Para ter os benefícios da tecnologia, é preciso ter um celular compatível. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já homologou diversos modelos de diferentes marcas para uso no Brasil.

5 – Terei de contratar um plano novo?

Pode ser que sim. As operadoras podem oferecer novas opções de contrato para quem for usar a rede 5G, mas há a possibilidade de manterem o pacote como está para quem já é cliente.

6 – Celulares 2G, 3G e 4G deixarão de funcionar?

Não. No início da implantação do 5G, não há expectativa de descontinuidade das tecnologias anteriores — o que se espera é que atuem em conjunto da maneira mais eficiente possível. Ainda assim, eles não serão capazes de usufruir das possibilidades da nova tecnologia, já que ela precisa de um equipamento compatível.

7 – E o 5G que existe em algumas localidades?

Trata-se do 5G Non Standalone (NSA). Ele usa a infraestrutura do 4G e, apesar do desempenho superior, ainda é inferior ao 5G Standalone (SA), conhecido como “puro” — como não tem espectro dedicado, compartilha a capacidade de 4G, 3G e/ou 2G. As operadoras devem implantar redes 5G SA, com equipamentos novos e independentes dos já existentes que sejam dedicados ao 5G. Então, o 5G disponível atualmente ainda não oferece a experiência real da tecnologia. 

8 – Quando o 5G será popular?

Isso deve demorar. Neste primeiro momento, pouco deve mudar e, especialmente, para poucas pessoas — o cronograma de implantação no país vai até 2029. É preciso lembrar, ainda, que o 5G vai exigir muitas antenas de celular, um obstáculo para as operadoras.

9 – Depois do 5G vem o 6G?

Embora já haja estudos em torno de uma nova geração de internet móvel (a 6G), no momento, as necessidades de comunicação e as do futuro próximo devem ser atendidas plenamente pelo 5G. A expectativa da União Internacional das Telecomunicações (UIT) é concluir o desenvolvimento do padrão 6G até o fim de 2030 — ele deve considerar a evolução das necessidades da sociedade no futuro. Atualmente, o 4G é suficiente para a maioria.

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