Criptomoedas e blockchain têm potencial para aumentar a inclusão e reduzir os custos de transferências. Essa é a opinião de David Vélez, cofundador do Nubank. O executivo afirma que o fenômeno é o mais “disruptivo” do setor financeiro global e, por isso, a fintech decidiu aplicar até 1% de seu caixa nesses ativos digitais. Em dezembro, por exemplo, o caixa da empresa era de R$ 13,4 bilhões — então, a aplicação de 1% em criptomoedas seria em torno de R$ 134 milhões.
Ele destaca, entretanto, que alguns ativos que não se sustentam. “Tem muito barulho e muito token que não faz sentido”, afirmou em entrevista ao jornal Valor Econômico. O Nubank optou, então, por lançar uma plataforma de negociação de criptomoedas, em parceria com a Paxos Trust, apenas com bitcoin e ethereum. A opção está disponível aos clientes desde 11 de maio.
Para Vélez, investir uma fração do caixa em criptomoedas é uma forma de se alinhar aos clientes. “É um jeito de falar que a gente tem convicção, mas que é uma tecnologia com muito risco ainda. É possível que a gente esteja errado, completamente possível, mas 1% faz sentido e de alguma forma mostra que a gente está alinhado.”
O Nubank já tem vários grupos de projetos relacionados a criptomoedas e blockchain. “É algo em que a gente quer investir e focar nos próximos anos”, explica. E, apesar da aprovação para aplicar 1% do caixa em ativos digitais, esse patamar deve ser atingido aos poucos.
Regulamentação do segmento
A onda atual pró-regulamentação das criptomoedas é, para o executivo, positiva e negativa ao mesmo tempo. Se, por um lado, “reconhece e traz à luz um ativo que estava no mercado informal”, por outro, se o peso da regulação for excessivo, pode matar a inovação.
Ele destaca que os EUA estavam muito atrasados nessa abordagem regulatória. “Tem muita ineficiência no setor financeiro, é muito caro transferir dinheiro de um país para outro, os juros são muito altos”, lembra. “A tecnologia pode, fundamentalmente, aumentar a inclusão financeira e reduzir o custo de serviços financeiros globalmente.”
No Brasil, o
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