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Dois em cada três brasileiros fãs de futebol têm a camisa do time de coração

No entanto, apenas 42% dos torcedores possuem os modelos mais recentes

O brasileiro também carrega a paixão pelo futebol junto à pele. Dois em cada três entrevistados pela Pesquisa CNN/Itatiaia/Quaest afirmaram ter ao menos uma camisa do clube de coração no armário.

E isso está diretamente ligado ao fanatismo do torcedor, pois entre os fanáticos, 80% garantem ter a camisa do clube, contra 62% daqueles que não se consideraram fanáticos.

Um ponto importante demonstrado pelo “O Maior Raio-X do Torcedor” é o fato de o aspecto financeiro provocar diferença entre os gêneros. Entre os homens, faz pouca diferença a renda. Daqueles que recebem até dois salários mínimos, 71% têm a camisa do clube. De dois a cinco salários mínimos e acima de cinco salários mínimos, o percentual é o mesmo, 76%.

Donos de camisas: Divisão por renda - homens

  • Acima de cinco salários mínimos - 76%

  • De dois a cinco salários mínimos - 76%

  • Até dois salários mínimos - 71%

Quando se vai para o universo feminino, os números são parecidos apenas no grupo que recebe mais de cinco salários mínimos, pois 75% declararam ter a camisa do clube de coração.

Entre as mulheres que têm até dois salários mínimos de renda, 52% declaram ter o manto no armário. Já em relação àquelas que recebem entre dois e cinco salários mínimos, o percentual vai para 63%.

Donas de camisas: Divisão por renda - mulheres

  • Acima de cinco salários mínimos - 75%

  • De dois a cinco salários mínimos - 63%

  • Até dois salários mínimos - 52%

Isso evidencia que o público que menos tem a camisa do time de coração é formado por mulheres de baixa renda.

Menos da metade está atualizada com os lançamentos

A questão financeira está presente também quando se pesquisa quando o torcedor comprou a sua última camisa do clube, pois os lançamentos são anuais. No geral, o percentual de quem fez a aquisição no último ano é de 42%.

Quando se faz o recorte pela renda, 48% daqueles que declararam receber mais de cinco salários mínimos estão atualizados com o manto do clube do coração. Entre dois e cinco salários mínimos, esse percentual é de 44%, caindo para 36% entre aqueles que ganham menos de dois salários mínimos.

Metodologia

A Pesquisa CNN/Itatiaia/Quaest fez 6.507 entrevistas com torcedores de 16 anos ou mais em 325 cidades brasileiras, no período entre 29 de março e 2 de abril de 2023. A margem de erro máxima é de 1,4 ponto percentual para mais ou para menos. O nível de confiabilidade é de 95%.

Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro
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