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Caso Backer: testemunhas relatam drama da contaminação e internação de vítimas da cerveja

Ao todo, 28 testemunhas devem ser ouvidas durante o julgamento, que se estende nesta semana em BH

O segundo dia de julgamento que ficou conhecido como "Caso Backer" contou com a oitiva de membro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), peritos e parentes de vítimas que morreram após consumirem bebidas da marca entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020. As sessões acontecem no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte.

Nesta terça-feira (24), a viúva de uma das vítimas, que era juiz do trabalho em Belo Horizonte, explicou o entusiasmo do marido com cervejas artesanais. Ele se declarava admirador da marca, e por estar de férias à época, consumia a Belorizontina (um dos rótulos mais populares) com frequência durante as festas de fim de ano.

Nove dias após abrir uma nova caixa da cerveja, o homem começou a passar mal, mas não acreditava na relação com a bebida. Certo dia, ele precisou ser levado ao hospital, e morreu após 21 dias internado.

Membros de uma outra família levaram história parecida ao tribunal. Segundo os parentes, sogro e genro passaram mal na semana do Natal de 2019 após consumo da Belorizontina. Nos primeiros dias de 2020, o pai da testemunha morreu, sendo identificado como a primeira vítima da contaminação. 

O marido dela, segundo relato, ficou internado até março daquele ano, e continua com sequelas até os dias de hoje. A família ainda teria feito investigações particulares sobre a suspeita de contaminação, e começaram um movimento de alerta aos consumidores nas redes sociais.

Investigação

Uma perita responsável pela equipe de investigação relatou que, em um primeiro momento, não se sabia qual a origem da contaminação dos consumidores. Em engenheiro agrônomo do MAPA, ouvido por videoconferência, confirmou que o recolhimento das bebidas começou logo após a identificação da cerveja como elemento comum nos casos suspeitos.

Após a primeira morte, ele ressaltou que a comercialização da bebida foi suspensa, e outros produtos da marca passaram a ser investigados para determinar as causas da contaminação.

Desde o começo das investigações, foram confirmadas dez mortes e ao menos 29 pacientes com sequelas após consumo e contaminação por bebidas da Backer. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), 28 testemunhas começaram a ser ouvidas nessa segunda-feira (23), em processo que se estende até quinta (26), antes que o juiz responsável dê sentença ao caso.

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