Shein aumenta preços em até 377% nos EUA antes do aumento de tarifas de Trump
O presidente dos Estados Unidos fez uma versão da “taxa das blusinhas”, taxando produtos chineses. Antes, encomendas com valor inferior a US$ 800 não eram taxadas

A gigante chinesa de fast fashion Shein aumentou os preços de seus produtos nos Estados Unidos na última sexta-feira (25), dias antes da entrada em vigor das novas tarifas impostas por Donald Trump sobre pequenas encomendas, prevista para o início de maio.
Um levantamento realizado pela agência internacional de notícias Bloomberg News mostra que o preço médio dos cem principais produtos das categorias de beleza e saúde subiu 51% desde a última quinta-feira (24). Alguns itens mais que dobraram de valor.
Na categoria de produtos domésticos, como utensílios de cozinha e brinquedos, o aumento médio foi superior a 30%, com destaque para um conjunto de dez panos de cozinha em que o preço disparou em 377%.
Além disso, a Casa Branca também vai elevar a taxa por item postal de mercadorias que entrarem nos EUA a partir de 2 de maio para R$ 100, com novos aumentos previstos para junho.
Com a crescente tensão comercial entre Estados Unidos e China, a expectativa é que o cenário se agrave nos próximos meses.
Antecipando a alta de preços, consumidores norte-americanos passaram a estocar produtos da Shein e da Temu — marketplace chinês —, em uma tentativa de se protegerem do "tarifaço" de Trump.
'Taxa das blusinhas'
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



