Salário médio do trabalhador cresce 5,5% no ano e chega a R$ 3.722
Soma das remunerações dos trabalhadores do país bateu novo recorde no trimestre encerrado em março

O rendimento médio mensal do trabalhador chegou a R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período de 2025, já descontada a inflação. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Se comparado com o último trimestre de 2025, o salário médio real dos trabalhadores cresceu 1,6%. O valor no período encerrado em dezembro era de R$ 3.662. Já no mesmo período do ano passado o rendimento era de R$ 3.527.
A massa de rendimento médio real, ou seja, a soma das remunerações dos trabalhadores do país, bateu novo recorde no trimestre encerrado em março: R$ 374,8 bilhões com estabilidade no trimestre e alta de 7,1% (ou mais R$ 24,8 bilhões) no ano.
Houve aumento no rendimento dos trabalhadores em dois dos dez grupamentos de atividades estudados pela Pnad Contínua: Comércio (3,0%, ou mais R$ 86) e Administração Pública (2,5%, ou mais R$ 127). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
Segundo a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, o rendimento cresceu em atividades que reduziram a participação em seus contingentes informais ou formais com menores salários. “Dessa forma, relativamente à base de comparação trimestral com maior participação de ocupação informal, a média de rendimento do trabalho atual registrou alta”, disse.
No trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. Esse indicador ficou abaixo dos 37,6% (ou 38,7 milhões de informais) registrados no trimestre móvel anterior, bem como dos 38,0% em março de 2025.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



