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Receita abre consulta ao lote ‘cashback’ da restituição do Imposto de Renda

Pagamento dos valores está previsto para ocorrer no dia 15 de julho, diretamente na conta do contribuinte

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Projeto vai beneficiar 4 milhões de contribuintes
Projeto vai beneficiar 4 milhões de contribuintes • Marcello Casal Jr/Agência Brasi

A Receita Federal abriu, nesta quarta-feira (8), a consulta ao lote de restituição automática do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), chamado de “cashback” pelo órgão. O pagamento dos valores está previsto para ocorrer no dia 15 de julho, diretamente na conta do contribuinte vinculada à chave Pix do tipo CPF.

O objetivo do Fisco é pagar uma restituição aos contribuintes que não entregaram a declaração do IRPF em 2025, por não serem obrigados pelas regras, mas que ainda sim tiveram valores descontados dos seus rendimentos durante o ano de 2024.

A Receita prevê beneficiar quase 4 milhões de pessoas com um desembolso de R$ 500 milhões. A restituição automática é um projeto piloto que utiliza dados já disponíveis em suas bases para elaborar automaticamente uma declaração simplificada, permitindo identificar eventuais valores a restituir sem necessidade de ação do contribuinte.

Quem pode ser contemplado?

lote especial é destinado a contribuintes que atendam, cumulativamente, aos seguintes critérios:

  • Não estavam obrigados a entregar a declaração do IRPF relativa ao exercício de 2025;
  • Não apresentaram declaração por iniciativa própria;
  • Tiveram imposto de renda retido na fonte ao longo de 2024;
  • Possuem valores a restituir, limitados a até R$ 1.000 por contribuinte;
  • Possuem CPF em situação regular e chave Pix vinculada ao CPF.

Como consultar?

Para consultar, o contribuinte deve verificar se foi contemplado através da página da Receita Federal. Também é possível conferir por meio do aplicativo Meu Imposto de Renda, e acessar a declaração gerada automaticamente.

Essa declaração conta com as mesmas funcionalidades de uma declaração tradicional, permitindo a conferência dos dados utilizados; inclusão de informações adicionais, se necessário; e a retificação ou ajuste antes da conclusão do processamento.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.