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Petróleo dispara com 12º segundo dia seguido de ataques dos EUA ao Irã

Commodity atinge máximas de seis semanas após forças americanas atacarem alvos militares iranianos e Irã retaliar com mísseis contra a Jordânia

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Imagens divulgadas pelo CENTCOM mostram navios de guerra da Marinha dos EUA no Oriente Médio • X / @CENTCOM

Os preços do petróleo, tanto para os barris Brent quanto para o WTI (West Texas Intermediate), ampliaram seus ganhos nesta quarta-feira (22), negociados próximos aos valores máximos em seis semanas. A alta é impulsionada por novos temores de interrupção no fornecimento da commodity, após ataques dos Estados Unidos a alvos militares iranianos e disparos do Irã contra a Jordânia.

Pela manhã, os contratos futuros do petróleo subiam mais de 3%, ao maior valor desde 11 de junho. Às 11h07 (de Brasília), os valores do Brent subiam 3,19%, a US$ 93,93 o barril, enquanto o WTI subia 3,05%, a US$ 86,93 o barril. Os ganhos estendem as altas vistas na véspera, quando a commodity atingiu a maior cotação em cinco semanas.

O movimento de alta ocorre depois que as forças americanas atacaram alvos militares iranianos pela 11ª noite consecutiva, enquanto petroleiros retornaram ao seu destino no Mar Vermelho após alertas da milícia Houthi, apoiada pelo Irã. Esses eventos repercutem no mercado, lembrando o preço do petróleo que dispara após ataques dos Estados Unidos e o impacto no tráfego marítimo.

"As forças do CENTCOM começaram a atacar alvos militares no Irã às 19h (horário da Costa Leste dos EUA) de hoje [terça-feira], pela 11ª noite consecutiva", afirmou o Comando Central dos EUA em uma publicação na rede social X.

O exército do Irã, por sua vez, disparou seis mísseis contra a Jordânia nesta quarta-feira (22), segundo as Forças Armadas jordanianas. As defesas aéreas da Jordânia "interceptaram e abateram quatro drones", disseram as forças armadas do país em um comunicado, enquanto os dois mísseis restantes caíram em "duas áreas remotas e desabitadas", acrescentaram.

A constante troca de ataques aumenta, mais uma vez, os temores de novas interrupções no fornecimento global de energia. Esses eventos geopolíticos frequentemente geram instabilidade no mercado, como visto em outras ocasiões de tensão que impactam o Ibovespa e o dólar.

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