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Petróleo dispara após ataques de Israel a Beirute e ameaça do Irã

Commodity avançou mais de 3% após Israel atacar Beirute e o Irã ameaçar uma resposta ainda mais dura

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Preço do petróleo voltou a ultrapassar US$ 100
Preço do petróleo aumentou após ataques • Mario Tama/Getty Images via AFP

Os preços internacionais do petróleo registraram forte alta nesse domingo (7), impulsionados pela escalada das tensões no Oriente Médio após ataques israelenses contra Beirute, capital do Líbano, e ameaças de retaliação por parte do Irã. Na abertura das negociações, os contratos futuros do petróleo bruto dos Estados Unidos avançaram US$ 2,57, o equivalente a 3,48%, sendo negociados a US$ 93,11 por barril. Já o petróleo Brent, referência internacional, subiu US$ 2,67, ou 2,87%, alcançando US$ 95,76 por barril.

O movimento do mercado ocorreu após as Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmarem ataques contra o bairro de Dahiyeh, em Beirute, área considerada um reduto do Hezbollah. Segundo os militares israelenses, o alvo era uma infraestrutura ligada ao grupo. Por outro lado, a Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que os bombardeios atingiram dois edifícios residenciais. Imagens divulgadas após o ataque mostraram uma grande coluna de fumaça e danos significativos em pelo menos um bloco de apartamentos.

Horas depois da ofensiva, as FDI afirmaram ter detectado o lançamento de mísseis balísticos disparados pelo Irã em direção ao território israelense. De acordo com os militares, os projéteis foram interceptados pelos sistemas de defesa aérea. Israel também emitiu alertas para moradores do norte do país diante da possibilidade de novos ataques.

Em resposta, o governo iraniano elevou o tom das ameaças. Em declaração divulgada pela emissora estatal Press TV, Teerã advertiu que poderá realizar ataques “mais devastadores” caso Israel mantenha as operações militares no sul do Líbano e em Beirute. O Irã também acusou Israel de atuar com apoio dos Estados Unidos e afirmou que o governo israelense ultrapassou “todas as linhas vermelhas” no conflito envolvendo o Hezbollah.

Diante do agravamento da crise, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo que pretende pressionar o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a evitar uma resposta militar que amplie ainda mais o conflito regional. Além da tensão geopolítica, o mercado também repercutiu decisões da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados).

Neste domingo, o grupo anunciou um novo aumento de 188 mil barris por dia na produção a partir de julho. A medida dá continuidade ao plano gradual de ampliação da oferta adotado pelos principais produtores, mesmo em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio. Apesar dos aumentos anunciados nos últimos meses, dados da própria Opep indicam que a produção efetiva do grupo segue abaixo dos níveis registrados no início do ano, refletindo restrições de exportação e ajustes realizados por alguns países membros.

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