Pagamento do Bolsa Família com novo valor acontecerá há seis dias antes do segundo turno
O reajuste no programa foi de 15,04%, o que aumenta o valor mínimo do programa de R$ 600 para R$ 691 podendo chegar até a R$ 777 a depender da composição da família; a oposição fez críticas ao governo, mas as alterações são permitidas pela Justiça Eleitoral

O reajuste do Bolsa Família, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), começará a ser pago novamente às vésperas do segundo turno das eleições. A primeira parcela com o novo valor cairá no dia 19 de outubro, seis dias antes dos brasileiros irem às urnas. Candidato à reeleição, Lula já havia sido criticado pela oposição por anunciar o aumento do benefício a 17 dias do primeiro turno, realizado neste domingo (4).
O aumento de 15,04% eleva o valor mínimo do programa de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio, que atualmente é de R$ 675, deve chegar a R$ 777, a depender da composição de cada família. Segundo o governo, o percentual corresponde à inflação acumulada desde o relançamento do Bolsa Família, em março de 2023.
A mudança também impactará o Orçamento de 2027 já que o valor estimado aos cofres públicos é de R$ 5,8 bilhões ainda neste ano e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027.
A proposta encaminhada originalmente pelo governo ao Congresso previa R$ 157,1 bilhões para o Bolsa Família e mantinha o piso em R$ 600. O ministro do Planejamento Bruno Moretti, afirmou, no entanto, que o custo adicional será coberto por remanejamentos de outras despesas e que o reajuste não será um problema para o limite de gastos do governo.
Anúncio às vésperas da eleição
Quando a medida foi anunciada, em 17 de setembro, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou a proximidade do reajuste com a eleição e classificou a iniciativa como uma demonstração de “desespero” do governo.
O Planalto, por sua vez, argumentou que a legislação eleitoral permite a correção de benefícios sociais pela inflação durante o período de campanha, desde que não haja aumento real.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



