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Lula anuncia reajuste do Bolsa Família e benefício vai a R$ 691 em 2027

Valor mínimo do programa passa de R$ 600 para R$ 691; reajuste altera proposta de Orçamento enviada ao Congresso em agosto

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Luis Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição da Presidência da República, durante entrevista ao SBT • Reprodução/SBT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste nos valores do Bolsa Família para 2027. A medida altera a previsão do projeto de Orçamento enviado pelo governo ao Congresso Nacional no fim de agosto, que não previa a correção dos benefícios.

Com o reajuste de 15,04%, o valor mínimo do programa passa de R$ 600 para uma média de R$ 691. Segundo o governo, o benefício poderá chegar a R$ 777, dependendo da composição e das condições de cada família.

A expectativa é de um impacto de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e de aproximadamente R$ 22 bilhões no orçamento do próximo ano. A proposta orçamentária encaminhada ao Legislativo reserva R$ 157,1 bilhões para o Bolsa Família em 2027.

O benefício não recebe reajuste desde o relançamento do programa, em março de 2023.

Revisão cadastral e combate às fraudes

Durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou que o reajuste será acompanhado de ações para verificar a situação das famílias beneficiárias.

Segundo o ministro, as visitas domiciliares devem ajudar a identificar situações de vulnerabilidade e combater pagamentos indevidos.

“Com isso, combatemos as fraudes e damos direito a quem realmente precisa do programa”, afirmou Wellington Dias.

O ministro também destacou os resultados do programa no combate à fome. Ele afirmou que o Brasil registrou índice de 0,6% e deixou o Mapa da Fome. Para sair da classificação, o país precisa apresentar um percentual inferior a 2,5%, segundo o critério mencionado por Dias.

Bolsa Família e mercado de trabalho

Wellington Dias também relacionou o programa à melhora das condições econômicas das famílias de baixa renda. De acordo com o ministro, mais de 80% das pessoas que estão ingressando no mercado de trabalho são integrantes do público atendido pelo Bolsa Família.

Atualmente, o programa alcança cerca de 19 milhões de famílias. Para Dias, a política de transferência de renda deve ser tratada como parte da estratégia de desenvolvimento econômico, ao permitir que famílias de menor renda avancem para as classes B e A.

O ministro afirmou que o reajuste busca fortalecer a proteção social e ampliar a eficiência do programa.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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