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Lula anuncia reajuste de 15,04% no Bolsa Família para 2027

Benefício médio passará de R$ 600 para R$ 691 e poderá chegar a R$ 777. Governo afirma que aumento será financiado por remanejamento de recursos, sem ampliar os limites de gastos

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Luis Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição da Presidência da República, durante entrevista ao SBT • Reprodução/SBT

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% nos valores do Bolsa Família para 2027. Com a correção, o benefício mínimo de R$ 600 passa para uma média de R$ 691 e poderá chegar a R$ 777, dependendo da composição e das condições de cada família.

A mudança altera a previsão do projeto de Orçamento enviado pelo governo ao Congresso Nacional no fim de agosto, que não previa reajuste dos benefícios. A proposta reservou R$ 157,1 bilhões para o programa no próximo ano.

O impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027. O benefício não recebe reajuste desde o relançamento do programa, em março de 2023.

Governo promete reajuste sem aumento de despesas

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o percentual de 15,04% está dentro do que a legislação permite e respeita as regras de responsabilidade fiscal.

Segundo Moretti, o governo identificou espaço no orçamento e fará remanejamentos de outras rubricas que apresentem sobras. A estratégia, de acordo com o ministro, permitirá financiar o reajuste sem ampliar os limites de gastos.

 

“Esse aumento é feito sem um real de reajuste nos limites de gasto. Nós vamos fazer remanejamento de outras rubricas com sobra”, afirmou.

Moretti disse que o governo trabalha com dois objetivos: reduzir as desigualdades sociais e manter a responsabilidade fiscal. Para 2027, ele afirmou que os ajustes serão encaminhados ao Congresso, com a previsão de remanejar recursos para cobrir o impacto de aproximadamente R$ 22 bilhões.

“Temos duas situações: diminuir as desigualdades e manter a responsabilidade fiscal”, declarou.

Revisão cadastral e combate às fraudes

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou que o reajuste será acompanhado de ações para verificar a situação das famílias beneficiárias.

Segundo Dias, as visitas às famílias permitem identificar situações de vulnerabilidade e combater pagamentos indevidos.

“Com isso, combatemos as fraudes e damos direito a quem realmente precisa do programa”, afirmou.

O ministro também destacou os resultados do Bolsa Família no combate à fome. Segundo ele, o Brasil registrou índice de 0,6% e deixou o Mapa da Fome. Para sair da classificação, o país precisa apresentar um percentual inferior a 2,5%, conforme o critério mencionado por Dias.

Programa e mercado de trabalho

Wellington Dias também relacionou o Bolsa Família à melhora das condições econômicas da população de baixa renda. De acordo com o ministro, mais de 80% das pessoas que estão ingressando no mercado de trabalho fazem parte do público atendido pelo programa.

Atualmente, o Bolsa Família alcança cerca de 19 milhões de famílias. Para Dias, a transferência de renda é parte de uma estratégia de desenvolvimento econômico, ao permitir que pessoas de menor renda avancem para as classes B e A.

O ministro afirmou que o reajuste busca fortalecer a proteção social e ampliar a eficiência do programa.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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