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Segurança digital: conheça os golpes bancários mais comuns e saiba como se proteger

Com o avanço da inteligência artificial, criminosos criam abordagens personalizadas para enganar usuários e interceptar transações

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Segurança digital: conheça os golpes bancários mais comuns e saiba como se proteger • derli_lopez/Pixabay

Segundo relatório divulgado pela BioCatch, só no primeiro semestre do ano passado, as fraudes bancárias tiveram aumento de 220%. Não é novidade que a digitalização do sistema financeiro trouxe conveniência, mas também abriu espaço para crimes cada vez mais sofisticados.

O uso da Inteligência Artificial é atrelado a ataques altamente personalizados, que buscam simular vozes e contextos reais para convencer as vítimas e aplicar golpes bem-sucedidos.

Frente a esse cenário, os esforços de proteção precisam ser conjuntos, contando com boas práticas por parte dos usuários e boas ferramentas de segurança por parte das instituições financeiras.

Os golpes mais comuns e a tática da engenharia social

A maioria das fraudes atuais não explora falhas nos sistemas dos bancos, mas sim a vulnerabilidade emocional do usuário. Conheça as modalidades mais frequentes:

1. Golpe da Falsa Central de Segurança

O criminoso liga para o cliente fingindo ser um funcionário do banco. Para convencer, utiliza softwares para mascarar o número de telefone, fazendo com que o identificador de chamadas mostre o número oficial da instituição.

A alegação é sempre urgente: uma transação suspeita ou uma invasão na conta. O objetivo é induzir a vítima a fornecer senhas, códigos de verificação ou, o mais grave, instalar aplicativos de "suporte remoto" que dão ao golpista o controle total do celular.

2. Fraudes no ecossistema Pix

O Pix, pela sua instantaneidade, é o alvo preferencial.

O "Golpe do Pix Errado" ocorre quando o criminoso simula uma transferência por engano para a conta da vítima e pede o estorno. Ao devolver o valor, o usuário acaba enviando dinheiro próprio, enquanto o golpista cancela a transação original (frequentemente agendada ou falsa).

Outra modalidade é o "Golpe do Cartão para Negativado", em que promessas de limites altos via WhatsApp levam ao pagamento de taxas inexistentes.

3. Boletos falsos

Criminosos interceptam comunicações ou criam sites falsos para gerar boletos que parecem legítimos. Ao pagar, o dinheiro do usuário é direcionado para a conta do fraudador em vez do beneficiário real.

Como a tecnologia do Inter protege você

No Inter, a segurança é tratada como uma responsabilidade compartilhada, contando a tecnologia de ponta e a educação digital do cliente como barreira principal contra o crime. A instituição investe continuamente em ferramentas de monitoramento proativo para detectar anomalias em tempo real. Entre os principais recursos de defesa estão:

  • Biometria facial e prova de vida: exigida para transações de alto valor e acesso em novos dispositivos, impedindo que invasores operem a conta mesmo com o celular desbloqueado;
  • Mecanismo Especial de Devolução (MED): sistema criado pelo Banco Central que permite ao Inter bloquear e, se possível, estornar valores em casos de fraude comprovada no Pix, desde que a notificação seja feita rapidamente;
  • Selo de Prevenção a Fraudes: certificação que atesta o rigor dos processos internos do Inter na proteção dos ativos dos clientes.

Guia prático de prevenção: o que nunca fazer

Para manter sua conta segura, siga as regras de ouro da segurança digital:

  • O banco nunca pede sua senha: funcionários reais do Inter jamais solicitarão senhas, tokens ou que você realize transferências para "contas de teste". Também vale ressaltar, o Inter não faz ligação para seus clientes;
  • Não instale aplicativos de terceiros: nunca baixe programas de acesso remoto (como AnyDesk ou TeamViewer) por orientação de alguém que ligou para você;
  • Confira o beneficiário do boleto: antes de confirmar qualquer pagamento, verifique se o nome e o CNPJ do cedente correspondem à empresa correta;
  • Desconfie de urgência excessiva: golpistas usam o medo para impedir que você pense com clareza. Se receber uma ligação suspeita, desligue e ligue você mesmo para os canais oficiais do Inter.

FAQ: Perguntas frequentes sobre segurança bancária

O Inter liga para pedir atualização de aplicativo?

Não. Atualizações do aplicativo Inter são feitas exclusivamente pelas lojas oficiais (App Store e Google Play). Nunca instale nada via links enviados por SMS ou WhatsApp.

O que fazer se eu cair em um golpe do Pix?

Entre em contato imediatamente com o Inter pelos canais oficiais para registrar o pedido de contestação via MED (Mecanismo Especial de Devolução). Quanto mais rápido o aviso, maior a chance de recuperação do valor.

Como saber se o boleto é verdadeiro?

Confira sempre os dados do beneficiário no momento do pagamento. O Inter disponibiliza canais de atendimento para validar a procedência de boletos em caso de dúvida.

O que é o "Golpe da Falsa Central"?

É uma fraude em que o criminoso finge ser do banco para obter dados sensíveis. O Inter nunca liga pedindo senhas ou transferências de valores.

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Jornalista e especialista em comunicação digital. Formada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG), atua em estratégia editorial digital, planejamento e produção de conteúdo para web em formato multiplataforma e foco em SEO para notícias. Na Itatiaia, Larissa Reis é freelancer e colabora com conteúdos de GEO.