Oncoclínicas obtém adesão necessária para o plano de recuperação extrajudicial
Segundo a companhia, o plano conta com a adesão de credores titulares de créditos que ultrapassam R$ 3,5 bilhões, correspondentes a 61,6% da base total

A Oncoclínicas do Brasil Serviços Médicos S.A (ONCO3) obteve, nessa sexta-feira (30), a adesão mínima necessária de credores para aprovar o plano de recuperação extrajudicial que vai reestruturar uma dívida de aproximadamente R$ 5,7 bilhões. A informação foi compartilhada com o mercado por meio de Fato Relevante.
Segundo a companhia, o plano conta com a adesão de credores titulares de créditos que ultrapassam R$ 3,5 bilhões, correspondentes a 61,6% da base de créditos abrangidos para fins de apuração do quórum legal do plano. Diante do cumprimento do requisito, a Oncoclínicas entrará com pedido de homologação do plano.
A companhia reiterou ainda que os documentos da recuperação extrajudicial podem ser consultados em seu site e nos autos do processo. O pedido de reestruturação da dívida foi feito ainda em julho, quando já contava com adesão aproximada de 37% dos credores da empresa.
Segundo a Oncoclínicas, o processo tem como objetivo implementar um ambiente jurídico estável, seguro e transparente para reestruturação do passivo. A companhia ainda explicou que o plano poderá envolver a capitalização da empresa pelos acionistas, a conversão dos créditos em participação acionária, a substituição de parte dos créditos por novas dívidas e até o alongamento do cronograma de amortização.
“A Companhia esclarece que a Recuperação Extrajudicial não abrangerá as obrigações operacionais correntes da Oncoclínicas com seus clientes, fornecedores e outros parceiros de negócios, essenciais para a sua operação e continuidade de suas atividades, as quais continuarão sendo honradas regular e tempestivamente nos seus respectivos vencimentos, sem qualquer interrupção ou descontinuidade”, disse no comunicado de julho.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



