A Natura anunciou nesta quinta-feira (19) que concluiu a venda das operações da Avon na Rússia para o Grupo Arnest, por um valor de aproximadamente 26,9 milhões de euros (R$ 165,4 milhões). O negócio ocorreu com intermédio da subsidiária Avon Netherlands Holdings II B.V, com recursos recebidos pela companhia em 17 de fevereiro.
A venda faz parte da estratégia da empresa de focar sua atuação no mercado da América Latina e do Brasil, após a empreitada da Avon Internacional falhar e gerar prejuízos para a companhia. “Esta operação representa a conclusão da estratégia de simplificação corporativa da Natura e consolida o foco no crescimento de seu negócio na América Latina”, disse a empresa em comunicado ao mercado.
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Em setembro do ano passado, a empresa fechou um acordo para a venda da operação internacional pelo valor nominal de £1,00 (uma libra esterlina), cerca de R$ 7,20,
Segundo a Natura, os chamados “earn-outs” terão como base resultados futuros e os pagamentos contingentes que serão pagos em certos eventos, limitados até £ 60 milhões (R$ 431 milhões na cotação atual). Por outro lado, a empresa ainda se comprometeu a fornecer uma linha de crédito de até US$ 25 milhões (R$ 132,6 milhões) para manter o funcionamento da Avon Internacional, com vencimento em cinco anos.
A operação foi concluída em 31 de dezembro de 2025. “A marca Avon na América Latina, incluindo os direitos econômicos e a propriedade intelectual, permanecem com a Natura”, afirmou a empresa.
A compra da Avon pela Natura ocorreu em 2020, criando a holding Natura &Co, reunindo ainda The Body Shop e Aesop, na tentativa da empresa expandir seus negócios em cenário internacional. O grupo passou a ter presença em mais de 100 países e faturamento anual de US$ 10 bilhões.
Porém, com o tempo as marcas Avon passaram a acumular empréstimos com a própria Natura, criando um prejuízo estimado em R$ 250 milhões no segundo trimestre de 2025. A operação passou a ser um problema para a gigante dos cosméticos.