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Conselheiros do Palmeiras se movimentam por licenciamento de Mansur, ex-CEO da Reag

João Carlos Mansur, conselheiro e membro do COF do Palmeiras, foi alvo de megaoperação

Clube social do Palmeiras

Integrantes do Conselho Deliberativo (CD) do Palmeiras conversam internamente sobre a possibilidade de João Carlos Mansur, fundador e ex-CEO da Reag Investimentos, pedir licenciamento dos postos de conselheiro e integrante do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF). Em agosto de 2025, a empresa foi alvo de megaoperação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra um suposto esquema de fraudes bilionárias no setor de combustíveis.

A Itatiaia apurou que a ideia — ainda inicial — é buscar que Mansur peça licenciamento durante as investigações. A intenção é preservar a imagem do Palmeiras. Além de integrar o CD, o empresário compõe o COF.

Quando a operação foi deflagrada, pessoas do clube viram a situação com preocupação, mas aguardavam o andamento das investigações. O entendimento é que a situação causou incômodo. Outros conselheiros avaliam que a decisão de licenciamento é de cunho pessoal.

Como não há condenação ou base estatutária para o Conselho tomar atitudes, não ocorreram medidas institucionais. Alcyr Ramos da Silva Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, entende que legalmente não pode tomar atitudes. O presidente recebe pedidos para convencer Mansur a se licenciar.

O conselheiro Guilherme Mendes, que iniciou o movimento, atendeu a Itatiaia e argumentou que a situação afeta a imagem do clube. Além disso, afirmou que “alguém precisa pensar no Palmeiras”, sem fazer julgamentos sobre supostas condenações.

“Conversei com figuras políticas relevantes do clube e coloquei que, na minha opinião, seria importante o Mansur se afastar um pouco do Palmeiras. Sua presença vinha causando desconforto e, de certa forma, afetando a imagem do clube. A cada movimentação nos inquéritos policiais em que ele está envolvido, as manchetes são de ‘conselheiro do Palmeiras’”, disse.

“A questão não é se ele é culpado ou inocente, se fez ou deixou de fazer algo. Isso não cabe a mim. O ponto é a imagem. O Palmeiras não pode ter, em seu órgão mais importante, alguém cuja credibilidade está em xeque no mercado. Mansur pediu afastamento de diversos conselhos que participava, como o da própria Reag, que ele era presidente. Por que não fazer o mesmo aqui? Não acho certo. Alguém precisa pensar no Palmeiras”, acrescentou.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Reag Investimentos, que buscou um posicionamento de João Carlos Mansur. Até o fechamento da matéria, não houve resposta. Caso haja manifestação, o texto será atualizado. O Palmeiras não se posicionará.

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Conselheiro do Palmeiras, Mansur foi CEO da Reag

A Reag Investimentos, liquidada pelo Banco Central em janeiro de 2026, foi alvo de uma megaoperação do Ministério Público de São Paulo contra um esquema de fraudes bilionárias no setor de combustíveis envolvendo integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital).

A empresa foi alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em agosto de 2025.

Em janeiro deste ano, a Reag — que tem João Carlos Mansur como sócio-fundador, ex-CEO e que deixou a gestão do grupo em 2025 — também foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Sistema Financeiro Nacional (SFN) envolvendo o Banco Master.

Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.

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