O setor brasileiro de rochas naturais atingiu em 2025 o maior faturamento da sua história, com exportações de US$ 1,48 bilhão, alta de 17,5% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas).
O Espírito Santo liderou as vendas, mas Minas Gerais também teve papel relevante, respondendo por 9,1% do total exportado, enquanto o Ceará registrou crescimento recorde de 141,3%, principalmente com quartzitos.
Quartzitos sustentam crescimento
Apesar de retrações em granitos e mármores, os quartzitos compensaram as perdas, garantindo o recorde histórico do setor.
Tales Machado, presidente da Centrorochas, destaca que “os números impressionam, especialmente por terem sido alcançados em um ano marcado pelo tarifaço. Sem o desempenho positivo de outros materiais, o faturamento poderia ter chegado a US$ 1,6 bilhão”.
O aumento no preço médio de exportação, 14,2% acima do registrado em 2024, também contribuiu para o resultado, que confirma a valorização das rochas naturais brasileiras no mercado internacional.
Estados que lideram o setor
O Espírito Santo manteve ampla liderança, respondendo por 78,5% das exportações e crescendo 12,2% em valor.
Minas Gerais participou com 9,1% e se mantém como um polo estratégico nacional, enquanto o Ceará teve crescimento acelerado de 141,3%, impulsionado pelo fortalecimento da produção de quartzitos.
Principais mercados internacionais
Os Estados Unidos foram o principal destino das rochas naturais brasileiras, com 53,6% de participação e faturamento de US$ 795 milhões (+11,8%). China (US$ 260,1 milhões; +19%) e Itália (US$ 117,7 milhões; +42,2%) completam o pódio. México, Reino Unido e Espanha também registraram desempenho positivo, reforçando a diversificação geográfica.