Estudo projeta melhorias para o transporte público brasileiro

Ministério das Cidades e BNDES elaboram planejamento até 2054 para ampliar e qualificar o transporte coletivo de média e alta capacidade

Estudo projeta melhorias para o transporte público brasileiro

Desde o início de 2024, o Ministério das Cidades, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conduz o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU). O trabalho traça um planejamento de longo prazo, com horizonte até 2054, para fortalecer o transporte coletivo de média e alta capacidade, como metrôs, trens urbanos, VLTs e corredores BRT, em 21 regiões metropolitanas do país.

De acordo com o informativo mais recente, o estudo já alcançou 87% de conclusão nas etapas que definem a rede estrutural existente e a necessária para atender à demanda futura. Foram elaborados 21 relatórios, um para cada região analisada, com diagnósticos e projeções de crescimento das viagens.

Como referência internacional, o estudo destaca a experiência de Bogotá, na Colômbia. O sistema TransMilenio, um dos maiores BRTs do mundo, transporta cerca de 2,4 milhões de passageiros por dia e conta com financiamento parcial proveniente de sobretaxas sobre combustíveis fósseis.

Obras e investimentos

O ENMU propõe um banco de 187 projetos de implantação, ampliação ou requalificação de sistemas de transporte, somando 3.042 quilômetros de redes. A expansão representa um aumento de 120% em relação à infraestrutura atual de transporte de média e alta capacidade nas regiões estudadas.

O investimento estimado para viabilizar os projetos é de aproximadamente R$ 434 bilhões. De acordo com o estudo, para eliminar o déficit de infraestrutura ao longo das próximas duas décadas, seria necessário investir cerca de R$ 22 bilhões por ano, o equivalente a 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) anual.

Benefícios estimados

Segundo o estudo, os ganhos sociais e econômicos associados às redes futuras variam entre R$ 305 bilhões e R$ 417 bilhões. Entre os principais impactos previstos estão a redução de 12% no tempo médio de deslocamento, a prevenção de mais de 250 mortes por ano em sinistros de trânsito e a diminuição de cerca de 3 milhões de toneladas de emissões de CO₂ anualmente.

As melhorias também podem ampliar em até 40% o acesso da população a empregos e serviços públicos e reduzir em 11% o custo operacional por viagem no sistema de transporte coletivo.

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.
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