'Sem o transporte, a indústria não entrega', diz presidente da FETCEMG no Eloos Indústria
Gladstone Lobato afirmou que logística é um dos principais elos da cadeia econômica e defendeu mais segurança jurídica para o transporte de cargas

O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de Minas Gerais (FETCEMG), Gladstone Lobato, destacou a importância do transporte para o desenvolvimento da indústria brasileira durante o Eloos Indústria, realizado nesta segunda-feira (3), em Belo Horizonte.
Segundo Gladstone, a discussão sobre o futuro da indústria passa diretamente pelo transporte, responsável por garantir que produtos e matérias-primas circulem pelo país. O evento reúne empresários, autoridades e especialistas para discutir desafios e oportunidades para o setor industrial.
“É um prazer estar aqui pela quarta vez no projeto Eloos. É um negócio diferente que está sendo feito em Minas Gerais. Essa discussão sobre a indústria é muito importante para podermos definir o futuro do setor no estado. O transporte é um dos elos dessa corrente. Sem o transporte, a indústria não entrega, o agronegócio também não entrega”, afirmou.
O presidente da FETCEMG ressaltou que a participação do setor no evento reforça a necessidade de aproximar transportadores e indústria para buscar soluções conjuntas.
“É muito bom estar aqui, entender o que está acontecendo com a indústria e poder participar da melhor maneira possível desse processo”, disse.
Desafios do transporte de cargas
Durante a entrevista, Gladstone Lobato também comentou os desafios enfrentados pelo transporte rodoviário de cargas no Brasil, entre eles a discussão sobre a medida provisória do frete.
Segundo ele, a falta de uma definição sobre o tema gera insegurança jurídica para o setor.
“A medida provisória do frete ainda é uma medida confusa, porque temos um processo que está com o ministro Luiz Fux, que ainda não decidiu se ela é constitucional ou não. Isso traz insegurança jurídica para o setor”, afirmou.
O presidente explicou que o chamado frete mínimo é, na prática, um valor relacionado ao custo da operação e não representa o preço final cobrado pelo transporte.
“As pessoas interpretam mal essa medida. Na realidade, é um custo mínimo. Em cima desse valor apresentado pela ANTT precisam ser considerados impostos, ganhos e outros fatores que envolvem o transporte”, explicou.
Para Gladstone, uma decisão sobre o tema é necessária para garantir mais previsibilidade às empresas e aos trabalhadores do setor.
“Estamos pedindo ao ministro Fux que resolva essa questão, que decida sobre a constitucionalidade ou não da lei do frete, para que possamos trabalhar com mais segurança”, afirmou.
Capacitação de trabalhadores
O presidente da FETCEMG também destacou investimentos voltados aos profissionais do transporte, principalmente por meio do Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT).
“Nós temos trabalhado muito com os nossos funcionários. Hoje temos o SEST SENAT, levando saúde, treinamento e capacitação. Em Minas Gerais são 27 unidades, passando para 28 neste ano e, no próximo ano, teremos mais duas unidades”, finalizou.
Eloos Indústria
O Eloos Indústria acontece nesta segunda-feira (3), em Belo Horizonte, reunindo representantes do setor produtivo, autoridades e especialistas para debater temas como competitividade, logística, mercado de trabalho e os caminhos para o futuro da indústria em Minas Gerais e no Brasil.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.




