Brasil ocupa apenas 69ª posição em ranking global de crescimento industrial; país busca avanço
Posição é melhor em relação ao 4º trimestre de 2025, mas país perdeu 22 lugares na comparação com o mesmo período do ano passado e 36 frente ao 1º trimestre de 2024

A indústria de transformação brasileira apresentou melhora no curto prazo, mas ainda enfrenta dificuldades para recuperar o ritmo de crescimento registrado nos anos anteriores. O setor cresceu 1,5% no 1º trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, acima da média mundial, de 1,2%. Na comparação anual, porém, houve retração de 0,1%, levando o Brasil à 69ª posição no ranking global de crescimento industrial.
Os dados são de relatório do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), elaborado com base em informações da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido). O levantamento considera 90 países e mostra uma trajetória de perda de posições do Brasil nos últimos anos.
Na comparação com o 4º trimestre de 2025, quando ocupava a 80ª colocação, o país avançou 11 posições. Já em relação ao 1º trimestre de 2025, quando estava em 47º lugar, caiu 22 posições. No mesmo período de 2024, o Brasil ocupava a 33ª posição, com crescimento de 1,7%, o que representa uma queda de 36 posições no ranking.
Apesar da retração anual de 0,1%, a indústria de transformação brasileira apresentou desempenho superior ao de países como África do Sul, na 70ª posição (-0,3%); México, na 78ª (-1,8%); Alemanha, na 82ª (-2,6%); e Chile, na 83ª (-3,7%).
Juros pressionam atividade industrial
De acordo com o relatório, o aumento das taxas de juros no Brasil contribuiu para interromper o dinamismo da atividade industrial e para o recuo do país no ranking global de crescimento.
Na comparação anual, o desempenho brasileiro ficou próximo da estabilidade e contribuiu para um resultado menos negativo da indústria na América Latina. Já na comparação trimestral, o avanço de 1,5% ajudou a região a registrar crescimento de 0,3%, compensando as retrações do México (-0,7%) e do Chile (-1,9%).
Apesar da melhora registrada no início de 2026, o Brasil permanece no terço inferior do ranking de crescimento industrial entre os 90 países analisados. O resultado indica que o setor ainda não recuperou o ritmo de expansão observado nos anos anteriores.
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.



