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Flávio Bolsonaro associa vídeo de Deolane a críticas ao governo Lula e fala em 'narcoestado'

Durante entrevista ao Eloos Itatiaia, senador relacionou vídeo da influenciadora com o presidente Lula a críticas ao governo

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Flávio Bolsonaro associa vídeo de Deolane a críticas ao governo Lula e fala em 'narcoestado'
Flávio Bolsonaro associa vídeo de Deolane a críticas ao governo Lula e fala em 'narcoestado' • Foto: Rodrigo Leite | Itatiaia

"O PCC está infiltrado dentro do governo federal e está todo mundo fazendo cara de paisagem." A declaração foi feita pelo senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), durante entrevista ao Eloos Itatiaia, nesta segunda-feira (1º), em Belo Horizonte.

Ao comentar um vídeo envolvendo a influenciadora Deolane Bezerra, investigada por suspeita de integrar a organização criminosa e praticar lavagem de capitais em esquemas financeiros ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), o parlamentar criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e questionou a relação entre integrantes do Executivo e pessoas alvo de investigações.

Segundo Flávio, imagens que mostram Deolane ao lado do presidente da República no Palácio do Planalto deveriam motivar questionamentos públicos sobre a proximidade entre autoridades e pessoas investigadas. O senador citou ainda o nome de Marcola, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), ao comentar o caso.

Durante a entrevista, o parlamentar afirmou, sem apresentar provas, que organizações criminosas teriam influência dentro do governo federal e alertou para o que classificou como risco de o Brasil se transformar em um "narcoestado".

As declarações foram dadas ao ser questionado sobre sua presença nos Estados Unidos e sobre encontros realizados durante a viagem com o presidente Donal Trump. Flávio Bolsonaro afirmou que buscou apoio internacional para ampliar o combate às facções criminosas que atuam no país.

O senador defendeu uma articulação entre países das Américas para o enfrentamento ao crime organizado e citou medidas adotadas por governos da América do Sul. Segundo ele, Argentina e Paraguai avançaram no tratamento de organizações criminosas como grupos terroristas.

"E eu fui lá pedir ajuda ao Trump, para saber se eles poderiam fazer algo que ajude a combater esse câncer que tomou parte e espaço dentro do governo federal", afirmou.

A entrevista foi concedida durante o Eloos Itatiaia, evento realizado em Belo Horizonte que encerra o ciclo de debates sobre agronegócio promovido pela Rádio Itatiaia.

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