Café impulsiona exportações de Minas e reforça força do agro, diz secretário
Secretário de Agricultura afirma que o grão respondeu por 57% das exportações do agro mineiro em 2024 e reforça a importância dos pequenos produtores

O café consolidou sua posição como principal produto da pauta exportadora de Minas Gerais e já supera a mineração pelo segundo ano consecutivo. A avaliação é do secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales Almeida, durante entrevista ao Eloos Itatiaia, nesta segunda-feira (1º), em Belo Horizonte.
A declaração foi dada durante o painel "Do campo à geopolítica: o agro no centro das decisões globais", que integrou a programação do evento voltado ao debate dos desafios e oportunidades do agronegócio.
Segundo o secretário, dos US$ 19,9 bilhões exportados pelo agronegócio mineiro em 2024, cerca de US$ 11,8 bilhões tiveram origem na cadeia do café, responsável por 57% do total exportado pelo setor.
“Estamos passando por dificuldades no Sul de Minas por causa das chuvas de granizo, mas o café é um exemplo da força do agro mineiro. Dos US$ 19,9 bilhões exportados no ano passado, US$ 11,8 bilhões foram do café”, afirmou.
Almeida destacou que Minas Gerais é o maior produtor nacional de café e ressaltou a importância social da atividade. De acordo com ele, cerca de 90% da produção estadual é oriunda de pequenas propriedades rurais, o que amplia o impacto econômico da cadeia produtiva em diversas regiões do estado.

O secretário também ressaltou os investimentos na valorização dos cafés especiais e no fortalecimento dos pequenos produtores. Entre as iniciativas citadas estão programas de certificação e concursos promovidos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), que ajudam a conectar produtores a mercados mais valorizados.
“Temos trabalhado para agregar valor aos cafés especiais e apoiar os pequenos produtores. Isso gera mais renda e fortalece toda a cadeia produtiva”, destacou.
Além do café, Almeida citou outros segmentos que têm ganhado espaço no mercado nacional e internacional, como os queijos artesanais e a cachaça mineira. Segundo ele, Minas Gerais avançou na regulamentação da produção artesanal de queijos, o que tem ampliado o reconhecimento e o valor agregado dos produtos.
“Minas está se tornando uma Suíça dos queijos. Temos produtos sendo comercializados por até R$ 300 o quilo. O mesmo acontece com a cachaça, outro segmento em que o estado se destaca”, afirmou.
Para o secretário, a valorização de produtos com identidade regional é um caminho importante para aumentar a competitividade do agronegócio mineiro e gerar mais oportunidades para pequenos e médios produtores.
Apesar dos resultados positivos, Almeida alertou para os desafios econômicos dos próximos anos. Na avaliação dele, o cenário exige cautela e planejamento diante das incertezas fiscais e financeiras do país.
“O cenário para os próximos anos é muito desafiador quando se gasta mais do que se ganha”, concluiu.
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