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Agricultura vive um dos momentos mais difíceis da história, afirma presidente da Alago

Durante o Eloos Itatiaia, Mário de Souza Barros afirmou que produtores enfrentam um dos momentos mais difíceis da agricultura brasileira, marcado por juros elevados,

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Diretor-presidente da Academia Latino-Americana do Agro (Alagro), Manoel Mário de Souza Barros.
Diretor-presidente da Academia Latino-Americana do Agro (Alagro), Manoel Mário de Souza Barros. • Foto: Bruno Nogueira | Itatiaia

O presidente da Academia Latino-Americana do Agronegócio (Alago), Mário de Souza Barros, classificou o atual cenário da agricultura brasileira como um dos mais difíceis das últimas décadas. A avaliação foi feita durante entrevista ao Eloos Itatiaia, nesta segunda-feira (1º), em Belo Horizonte, evento que encerra o ciclo de debates sobre agronegócio promovido pela Rádio Itatiaia.

Ao comentar a importância do encontro, Barros destacou o papel da imprensa na discussão dos desafios enfrentados pelo setor e afirmou que o agronegócio vive um momento de forte pressão econômica.

“Hoje o produtor rural enfrenta um juro absurdo de 15%, não tem financiamento rural adequado e não tem seguro agrícola. É uma situação muito difícil. Talvez um dos piores momentos da agricultura brasileira que eu já vi”, afirmou.

Segundo ele, os problemas atingem tanto grandes produtores quanto a agricultura familiar, responsável por boa parte dos alimentos consumidos pelos brasileiros. O presidente da Alago destacou que cerca de 86% dos produtores rurais do país são pequenos produtores e ressaltou a importância da atividade para o abastecimento alimentar.

“Dos dez produtos que chegam à mesa no café da manhã, seis vêm da agricultura familiar. É um segmento fundamental para o Brasil e que enfrenta muitas dificuldades”, disse.

Barros também defendeu que o debate sobre o futuro do agronegócio seja ampliado e envolva diferentes setores da sociedade. Na avaliação dele, eventos como o Eloos Itatiaia contribuem para acelerar a busca por soluções para gargalos históricos do setor.

“O produtor rural não tem lado político. Ele acorda de madrugada para produzir os alimentos que chegam à mesa da população. Precisamos discutir soluções para quem está no campo”, afirmou.

Pré-candidatos à Presidência

Durante a entrevista, Mário de Souza Barros também comentou a participação de lideranças políticas no evento, entre elas o governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD); o ex-governador de Minas Gerais e também pré-candidato ao Palácio do Planalto, Romeu Zema (Novo); e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que também concorre a vaga para presidência de 2027.

Para o presidente da Alago, a presença de nomes com projeção nacional contribui para aproximar o agronegócio das discussões políticas. No entanto, ele defendeu que o debate seja plural e contemple diferentes correntes de pensamento.

“Vivemos em um Estado democrático e precisamos ouvir todos os lados. Achei importante a participação dessas lideranças, mas é fundamental que haja espaço para diferentes visões”, afirmou.

Barros classificou o encontro como um marco para o debate sobre o agronegócio e destacou a relevância da iniciativa para ampliar a discussão sobre políticas públicas voltadas ao setor.

“Essas discussões ajudam a acelerar soluções para os problemas que o Brasil enfrenta e fortalecem o debate sobre o futuro da agricultura e do agronegócio”, concluiu.

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