Com IA, 5G da TIM direciona sinal para multidões e gasta 15% menos energia na Grande BH
Operadora moderniza 722 torres na Região Metropolitana para aumentar a capacidade da rede em 40% e beneficiar 2 milhões de usuários até agosto

Quem já viveu o drama de tentar postar uma foto, enviar uma mensagem ou fazer uma transmissão ao vivo no meio da multidão sabe o quanto é frustrante. Seja em um estádio lotado, em um grande festival ou show, a concentração massiva de pessoas acessando a internet ao mesmo tempo costuma sobrecarregar e derrubar o sinal das redes móveis.
Para solucionar esse gargalo tecnológico e econômico na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a TIM Brasil anunciou uma reformulação profunda em sua infraestrutura regional. Até agosto, a operadora vai modernizar 722 sites (estruturas que abrigam antenas e equipamentos de transmissão) na Grande BH, o que vai impactar diretamente mais de 2 milhões de clientes e proporcionar um incremento de 40% na capacidade de escoamento de tráfego de dados.
O grande diferencial da virada tecnológica está na integração de sistemas de Inteligência Artificial (IA) diretamente no hardware das antenas. Segundo Homero Salum, diretor de engenharia da TIM Brasil, os novos equipamentos têm a capacidade de se auto-otimizar em tempo real.
Na prática, o sistema identifica barreiras físicas e aglomerações humanas, direcionando o foco do sinal exatamente para onde a demanda está concentrada. No entanto, além de resolver o problema nos estádios, essa inteligência artificial embarcada permite que as torres operem em um "modo inteligente", atacando também um desafio invisível do setor: a explosão no consumo de energia elétrica, que figura como um dos principais custos operacionais (OPEX) das companhias de telecomunicações.
A modernização na Grande BH caminha na contramão desse histórico de alto gasto elétrico, amparada por metas rígidas de sustentabilidade alinhadas à agenda ESG da companhia. A operadora projeta uma redução de 15% no consumo de energia dessas 722 estruturas.
Essa economia verde é viabilizada pela IA, que gerencia os transmissores para que eles entrem em modos de hibernação ou operem com potência reduzida durante os horários de menor tráfego, como a madrugada, direcionando a carga total apenas quando e onde há usuários ativos.
"Nossa meta é reduzir 15% do consumo, mesmo com esse incremento de qualidade", pontuou Homero Salum, destacando o esforço para conciliar ultravelocidade e menor latência com uma menor pegada de carbono em Minas Gerais.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.




