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Ministro diz que novo 'tarifaço' dos EUA é 'desproporcional' e 'injusto'

Governo norte-americano decide nesta quarta-feira (15) se aplica novas tarifas aos produtos brasileiros

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan
O ministro da Fazenda, Dario Durigan • Washington Costa/MF

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou o possível novo ‘tarifaço’ dos Estados Unidos aos produtos brasileiros como “desproporcional” e "injustificado”. A declaração foi dada em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (15), data final para que o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) divulgue a decisão final sobre uma investigação comercial contra o país.

Segundo Durigan, caso as tarifas de 25% sejam concretizadas, o governo brasileiro vai trabalhar para proteger a economia interna e dar suporte aos exportadores. “Existe sempre um princípio que vai nos guiar: os empresários brasileiros, as famílias brasileiras, os caminhoneiros brasileiros e os agricultores brasileiros não podem ser prejudicados por medidas injustas adotadas por outros países”, disse.

O ministro ponderou que ainda não há uma confirmação sobre o tarifaço. Contudo, segundo apuração da CNN Brasil, o chefe do USTR, Jamieson Greer, disse a interlocutores do governo federal que já levou a recomendação final de um novo tarifaço ao presidente norte-americano, Donald Trump.

Ainda de acordo com Dario Durigan, um eventual apoio aos setores impactos será definido após uma análise detalhada dos efeitos das tarifas e sua eventual lista de exceção. “Vamos fazer uma avaliação cuidadosa, sempre respeitando o compromisso fiscal que temos, e adotar medidas para proteger a nossa população”, afirmou.

Nessa quarta-feira (14), o ministro afirmou que o governo estuda uma nova Medida Provisória do programa Brasil Soberano, usado no primeiro tarifaço da Casa Branca ainda em 2025. A MP libera recursos para socorrer as empresas exportadoras que foram impactadas com as tarifas aos produtos brasileiros.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.