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Impacto do transporte no orçamento familiar sobe com alta dos combustíveis

Levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra os impactos no orçamento do brasileiro no trimestre encerrado em junho

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Litro da gasolina pode passar de R$ 7 em BH
Preço médio dos combustíveis dispararam com a guerra no Oriente Médio • Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com a alta nos preços dos combustíveis nos últimos meses, consequência da disparada do barril de petróleo em meio a guerra entre Estados Unidos e Irã, o custo do transporte se tornou um dos vilões do orçamento familiar. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre), em junho 27,6% das pessoas entrevistadas reportaram o item como um dos três que mais pesam no orçamento.

Os dados fazem parte dos indicadores de mercado de trabalho divulgados pela FGV nessa terça-feira (15). Em termos de comparação, em junho de 2025 o custo do transporte tinha o menor impacto no orçamento, com apenas 2% dos entrevistados relatando o item como um dos que mais pesam no bolso.

Agora, o transporte fica atrás apenas da alimentação (75%), contas de serviços públicos (50,3%), aluguel ou moradia (45,6%) e despesas com saúde (32,7%). As despesas com o item ficaram na frente do peso das dívidas (23,3%), lazer (21,1%) e educação (18,5%).

Segundo o superintendente adjunto do FGV-Ibre, Rodolpho Tobler, os resultados da pesquisa mostram que a evolução do mercado de trabalho, especialmente com a melhora na renda, permite que boa parte das pessoas consigam pagar suas contas básicas.

“Entre os itens que mais pesam, contas de serviços públicos e custo de transporte foram os que mais subiram na composição do orçamento das famílias, sendo o último muito relacionado com o aumento do preço dos combustíveis”, explicou o economista.

Percepção sobre a renda

A pesquisa aborda a percepção do brasileiro sobre a renda nos últimos 3 meses. Nesse tema, os entrevistados são consultados a dar sua percepção sobre como tem evoluído sua renda, se ela é suficiente para pagar as contas essenciais e depois apontam quais são as 3 maiores despesas nesse período.

No trimestre encerrado em junho, 69,1% dos entrevistados afirmaram que conseguiram pagar suas contas essenciais nos últimos meses com a renda do período. É a quarta queda consecutiva do indicador, sendo que em maio era indicado apontava que 70,3% conseguiam pagar suas contas sem problemas.

A coleta de dados da pesquisa ocorreu entre os dias 02 de abril e 30 de junho. A próxima pesquisa da Sondagem do Mercado de Trabalho ocorrerá em 15 de agosto de 2026.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.