Mercado eleva previsão de inflação para 2026 pela quarta semana seguida
É a quarta semana consecutiva em que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) segue em alta

O mercado financeiro segue pessimista com a previsão de inflação para 2026, elevando o indicador de 4,31% para 4,36% na última semana, como consequência da crise no preço dos combustíveis. O levantamento é do Boletim Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (6).
É a quarta semana consecutiva em que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) segue em alta. Há quatro semanas, logo no início da guerra no Oriente Médio e da crise no barril do petróleo, a previsão de inflação era de 4,31%. Apesar do resultado da inflação, a estimativa para a taxa básica de juros foi mantida em 12,50%.
Segundo a economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória, o conflito no Oriente Médio resultou em um impacto significativo de alta no petróleo em cerca de 50%. “O que tende a pressionar também preços de outras commodities, elevando não somente a inflação de transportes, mas também de alimentos e possivelmente alguns bens industriais”, disse.
A área de macroeconomia do Inter revisou de 3,8% para 4,3% a expectativa para o IPCA em 2026, mantendo em 3,4% para 2027. “A alta da inflação deve ter caráter transitório, se dissipando no segundo semestre. Com isso, mantemos nossa visão de longo prazo, com a inflação convergindo para próximo do centro da meta (3%) em 2027”, explicou a especialista.
O Focus desta segunda-feira manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,85% neste ano. Enquanto a expectativa para a cotação do dólar também se manteve estável em R$ 5,40.
Boletim Focus 6/4 - 2026
- IPCA - 4,36%
- PIB - 1,85%
- Câmbio - R$ 5,40
- Selic - R$ 12,50%
Boletim Focus 6/4 - 2027
- IPCA - 3,85%
- PIB - 1,80%
- Câmbio - R$ 5,45
- Selic - R$ 10,50%
Boletim Focus 6/4 - 2028
- IPCA - 3,60%
- PIB - 2,00%
- Câmbio - R$ 5,50
- Selic - R$ 10,00%
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



