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Lucro da Caixa cai 34% no primeiro trimestre com novas regras para inadimplência

De acordo com nota divulgada pela Caixa, o resultado não deve ser interpretado como uma deterioração da qualidade da carteira de crédito

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Fachada da sede da Caixa Econômica Federal
Fachada da sede da Caixa Econômica Federal • Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal teve uma queda de 34,4% no lucro líquido recorrente no primeiro trimestre de 2026, quando fechou a R$ 3,5 bilhões, impactado pelo aumento das provisões para perdas com crédito, que dobraram no período. O resultado foi divulgado no balanço do banco nessa quinta-feira (14).

Segundo o banco, as provisões passaram a considerar perdas esperadas nas operações de crédito e não apenas perdas efetivamente registradas, de acordo com as novas regras regulatórias do Banco Central (BC) que aumentaram a cobertura de risco de inadimplência. A mudança elevou as reservas financeiras da instituição para cobrir calotes.

De acordo com nota divulgada pela Caixa, o resultado não deve ser interpretado como uma deterioração da qualidade da carteira de crédito, uma vez que segue “ampliando as operações”, especialmente no que tange o financiamento habitacional. Essa categoria subiu R$ 64,2 bilhões em contratações no primeiro trimestre.

Os recursos destinados à provisão para perdas subiram 225% nos últimos 12 meses, a R$ 6,5 bilhões. Ainda de acordo com o balanço, o índice de inadimplência subiu 1,22 ponto percentual em 12 meses, a 3,71%.

A carteira total de crédito da Caixa subiu 11,3% se comparado ao mesmo período de 2025, a R$ 1,41 trilhão. Somente o crédito imobiliário correspondeu a R$ 966,2 bilhões (13,9% em 12 meses), com uma participação de 68% no setor.

Para pessoa física, o crédito foi de R$ 154,9 bilhões (10,4% em 12 meses), enquanto o consignado foi de R$ 114,2 bilhões - peso de 73,7% na carteira de crédito PF. A carteira PJ foi de R$ 114,3 bilhões (+8,8%), enquanto a do Agronegócio foi de R$ 64,9 bilhões (+2,2%).

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.