Estrangeiros movimentaram R$ 2,8 trilhões em ações na bolsa brasileira em 2025

Volume de dinheiro estrangeiro investido em ações listadas no brasil cresceu 15% em relação ao ano de 2024

Dinheiro estrangeiro sustentou o rali da Bolsa em 2025

O investidor estrangeiro, ou não residente, aumentou em 15% o volume de dinheiro movimentado em ações na B3 em 2025, com um total de R$ 2,8 trilhões. Os dados foram divulgados pela plataforma de dados Datawise+, solução da bolsa de valores brasileira e da Neoway para a classificação dos perfis de investidores, nesta terça-feira (20).

Somente em dezembro do ano passado, a movimentação de capital internacional somou R$ 255 bilhões, um crescimento de 6% na comparação com o mesmo período de 2024. Os meses com maior volume de dinheiro estrangeiro em 2025 foram maio, com R$ 263 bilhões, e abril, com R$ 257 bilhões.

A movimentação do capital estrangeiro sustentou o rali da bolsa em 2025, quando o Ibovespa fechou com a maior alta em quase uma década. O principal indicador do mercado acionário brasileiro fechou o ano passado aos 161.125,37 pontos, acumulando uma valorização de 34% no período. O resultado é o melhor desempenho do mercado brasileiro desde 2016, quando a alta foi de 39%.

O bom desempenho ocorreu mesmo com uma taxa básica de juros em 15% ao ano, e juros reais calculados em 9,5%, a segunda maior taxa do mundo. O cenário, historicamente ruim para o mercado de renda variável, não interferiu no apetite por risco dos investidores não residentes, que responderam por 62% da participação das negociações com ações.

Considerando ainda o mercado à vista, que inclui além de ações, ativos como BDRs, ETFs e fundos imobiliários (FIIs), o volume total movimentado pelos estrangeiros superou R$ 3,5 trilhões na bolsa do Brasil. Os papéis mais movimentados foram da Vale (VALE3), com R$ 197,7 bilhões, seguido pela Petrobras (PETR4), com R$ 154 bilhões.

Ranking das ações mais negociadas pelos investidores não residentes:

  • Vale (VALE3) | R$ 197.7 bilhões
  • Petrobras (PETR4) | R$ 154 bilhões
  • Itaú Unibanco (ITUB4) | R$ 130.6 bilhões
  • Banco do Brasil (BBAS3) | R$ 89 bilhões
  • B3 (B3SA3) | R$ 87.6 bilhões
  • Bradesco (BBDC4) | R$ 83 bilhões
  • Ambev (ABEV3) | R$ 77 bilhões
  • Petrobras (PETR3) | R$ 65.2 bilhões
  • Weg (WEGE3) | R$ 65.1 bilhões
  • Sabesp (SBSP3) | R$ 64 bilhões
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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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