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B3 amplia acesso a empresas estrangeiras com mudança na paridade de BDRs

Bolsa de Valores brasileira vai ajustar proporção dos BDRs negociados no país com o preço das ações estrangeiras

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Fachada do Edifício XV da B3, em São Paulo
Fachada do Edifício XV da B3, em São Paulo • B3 | Divulgação

A B3 iniciou ajustes de paridade em mais de 100 Brazilian Depositary Receipt (BDRs) de empresas internacionais, com o objetivo de tornar o produto mais acessível para investidores brasileiros. Segundo a Bolsa de Valores brasileira, a expectativa é que o preço unitário desses papeis esteja na faixa entre R$ 50 e R$ 100 por unidade.

BDR é um certificado negociado no Brasil que representa valores mobiliários do exterior. Por meio dele, investidores brasileiros podem fazer aplicações em empresas que não estejam listadas na B3. A paridade é a relação entre o BDR negociado no Brasil e o ativo original no exterior. Em termos simples, ela indica quantos BDRs correspondem a uma ação.

Quando essa relação é ajustada para uma quantidade maior de BDRs por ação, o valor econômico total da posição permanece equivalente, mas cada recibo passa a representar uma fração menor do ativo original. Com isso, o preço unitário do BDR tende a ficar mais baixo, tornando a entrada mais acessível para o investidor de varejo.

“Nosso objetivo é tornar o acesso a empresas globais cada vez mais simples e compatível com a realidade do investidor brasileiro. Ao ajustar a paridade de BDRs com preços unitários mais elevados, ampliamos a possibilidade de diversificação internacional dentro do ambiente regulado, transparente e em reais da B3”, afirma Ricardo Campanhã, gerente do Banco B3.

A lista contempla empresas de diferentes setores da economia global, como tecnologia, indústria, saúde, comunicação, serviços financeiros, energia, utilidades, alimentos e consumo. Ao todo, 101 títulos de empresas estrangeiras passarão pelo ajuste de paridade.

Entre as empresas que passarão pela paridade estão SAP SE (SAPP34), referência global em software corporativo; GE Aerospace (GEOO34), ligada ao setor aeroespacial; KLA Corp (K1LA34), do segmento de semicondutores; Trane Technologies (I1RP34), McKesson (M1CK34), Analog Devices (A1DI34), T-Mobile US (T1MU34), Philip Morris International (PHMO34), Parker-Hannifin (P1HC34) e The Progressive Corp (P1GR34).

Segundo a B3, a negociação não vai mudar, o investidor continua podendo comprar e vender BDRs pelas corretoras da mesma maneira que negocia ações, ETFs e fundos imobiliários. Basta buscar o ativo pelo ticker ou nome de pregão na plataforma e enviar a ordem de compra ou venda.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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