Fiemg critica generalização após operação da PF contra esquema na mineração
A entidade reforçou a importância da investigação, mas defendeu que não pode haver “demonização” da mineração legal

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) afirmou, em nota publicada nesta quinta-feira (18), que não pode haver "generalização" ou "demonização" da mineração legal, após os desdobramentos da Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última quarta-feira (17).
No comunicado, a entidade reafirma a importância do trabalho investigativo, mas destaca que a atividade mineradora “tem papel estruturante” para o estado e para o Brasil, sendo responsável pela "geração de milhares de empregos diretos e indiretos".
O grupo, segundo as investigações, movimentava valores bilionários por meio de empresas de fachada, pagamento de propina a servidores e concessão irregular de licenças ambientais.
De acordo com a PF, o esquema também contava com a participação de servidores estratégicos para o serviço público, incluindo:
- Rodrigo Gonçalves Franco, presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), acusado de conceder licenças fraudulentas, manipular pareceres técnicos e cobrar propina;
- Leandro César Ferreira de Carvalho, ex-gerente regional da Agência Nacional de Mineração (ANM) em Minas. Mesmo afastado do cargo, a polícia acredita que ele continuava fornecendo informações privilegiadas e antecipando decisões em benefício da organização criminosa.
“A Fiemg acredita que um setor mineral forte, regulado e transparente é parte da solução para os desafios de Minas Gerais e do Brasil. A indústria mineira está comprometida com práticas sustentáveis, inovação tecnológica e a construção de um futuro em que desenvolvimento e responsabilidade caminham juntos”.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



