Feijão sobe mais de 30% e vira vilão do carrinho do supermercado de BH

Pesquisa do Mercado Mineiro aponta altas expressivas e grandes diferenças de preços entre estabelecimentos

Preço do feijão dispara e pesa no bolso do consumidor

Ir ao supermercado para comprar itens básicos tem pesado cada vez mais no bolso do consumidor. Uma pesquisa do site Mercado Mineiro, divulgada nesta segunda-feira (23), mostra que, entre os itens analisados, o feijão aparece como um dos principais vilões do carrinho, com altas superiores a 30% nos últimos meses.

“Nos dois últimos meses, o preço do feijão disparou. O feijão carioca subiu até 31,63%, como no caso do feijão Chape de 1 kg, que passou de R$ 5,28 para R$ 6,95. Outro exemplo é o feijão Turam, que subiu 25%, e o Galante, que teve alta de 23,52%.”

Outros produtos também registraram aumento, como ovos, sabonete e produtos de limpeza. Por outro lado, o arroz apresentou leve queda.

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“O arroz, que é o companheiro do feijão, deu uma aliviada, com quedas de até 7,5%. Pelo menos o arroz está ajudando nesse momento. O consumidor precisa continuar pesquisando.”

Além dos preços elevados, quem pesquisa encontra diferenças que ultrapassam 150% no valor do mesmo produto, dependendo do estabelecimento.

“No arroz, encontramos variação do pacote de 5 kg da marca Camil de 53,79%, com preços entre R$ 16,90 e R$ 25,99. Já o arroz Tio João, também de 5 kg, foi encontrado de R$ 14,90 a R$ 20,99, uma diferença de 41%. No açúcar cristal, a marca Delta de 5 kg variou até 39%, de R$ 13,49 a R$ 18,79.”

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O levantamento também apontou grandes diferenças no feijão, molho de tomate, macarrão, fubá, leite, manteiga, óleo, azeite e café.

“O feijão Triunfo de 1 kg foi encontrado de R$ 6,19 a R$ 8,78, uma diferença de quase 42%. O molho de tomate Predilecta de 300 g variou de R$ 1,29 a R$ 2,29, diferença de 77%. O fubá Iok chegou a ter variação de 160%, sendo encontrado de R$ 5,19 até R$ 13,49 o quilo.”

Acesse a pesquisa completa em www.mercadomineiro.com.br.

Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

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