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Entenda: como fica o salário mínimo com pacote de corte de gastos do governo?

Governo anunciou medidas de contenção de gastos nesta quarta-feira (27)

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13º salário beneficiou cerca de 95 milhões de trabalhadores formais em 2025 • Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Após cerca de um mês de expectativas, série de reuniões e pressão do mercado financeiro, o governo federal confirmou que o pacote de corte de gastos prevê uma economia de R$ 70 bilhões em dois anos. Dentre as ações que serão encaminhadas para votação do Congresso Nacional, está uma limitação aos reajustes do salário mínimo.

De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, os reajustes ficarão dentro das regras do arcabouço fiscal.

O arcabouço fiscal é um conjunto de regras que o governo usa para organizar suas contas. O objetivo é garantir que não gaste mais do que arrecada. Ele define limites para despesas, estabelece metas para reduzir a dívida pública e busca equilíbrio financeiro considerando investimentos. É uma espécie de "orçamento com regras" para evitar descontrole das contas públicas.

Atualmente, o arcabouço fiscal estabelece um intervalo de tolerância para aumento real de despesas que varia de 0,6% a 2,5% ao ano. O reajuste do salário mínimo, conforme estimativa do governo, vai continuar subindo acima da inflação, mas dentro das regras do arcabouço fiscal.

Atualmente, não existe um limite para os reajustes. O salário mínimo é reajustado considerando a inflação do ano anterior (até novembro) e pelo resultado do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes.

Atualmente, estão isentos os contribuintes com rendimentos mensais de até R$ 2.112. Com o desconto simplificado automático de R$ 528, isso equivale a uma isenção prática para quem ganha até R$ 2.640 por mês.

Após cerca de um mês de expectativas, série de reuniões e pressão do mercado financeiro, o governo federal confirmou que o pacote de corte de gastos prevê uma economia de R$ 70 bilhões em dois anos.

Além da nova faixa de isenção do IR, o governo incluiu a taxação de super-ricos e regras mais duras para o recebimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, no pacote de medidas econômicas.

A proposta ainda será analisada pelo Congresso Nacional. Os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), estiveram no Palácio do Planalto nesta quarta, onde foram recebidos pelo presidente Lula (PT).

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É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.

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