Itatiaia

Supermercados físicos em BH seguem mais em conta que o ambiente virtual, revela pesquisa

Pesquisa do Mercado Mineiro e do aplicativo comOferta mostra que 71% dos produtos comparados são mais baratos em supermercados físicos do que na internet, com diferenças que chegam a quase 8%

Por
Supermercados físicos em BH seguem mais em conta que o ambiente virtual, revela pesquisa
Canva/ Reprodução

Embora a comodidade do e-commerce atraia cada vez mais clientes, a tradicional ida ao supermercado ainda é o caminho mais vantajoso para o bolso. Um levantamento realizado pelo site Mercado Mineiro em parceria com o aplicativo comOferta revelou que as lojas físicas de Belo Horizonte apresentam preços mais competitivos do que os canais virtuais na maioria dos itens de mercearia e produtos básicos.

A pesquisa, feita entre os dias 21 e 26 de julho de 2026, consultou 148 produtos em 11 estabelecimentos e plataformas de venda (sete lojas físicas e quatro operações digitais) na capital mineira.

Dos 77 produtos encontrados tanto nas prateleiras presenciais quanto nos canais digitais, o preço médio virtual foi mais alto em 55 itens (71,4%). Apenas 20 produtos (26%) estavam mais baratos na internet, enquanto dois apresentaram o mesmo valor.

Em termos de custo, a mediana dos preços cobrados pela internet ficou 7,80% acima da média praticada pelas lojas físicas. Em casos mais extremos, motivados por sobrepreços de itens específicos de baixo valor unitário, a média das diferenças chegou a 10,70%.

Ao simular a compra de uma cesta contendo uma unidade de cada um dos 77 produtos comparáveis, a diferença total chega a R$ 83,85 — R$ 1.061,60 no físico contra R$ 1.145,45 no virtual (pela média de preços). Considerando apenas as menores ofertas de cada canal, a cesta presencial (R$ 918,61) é 11,31% mais barata do que a digital (R$ 1.022,52). Vale ressaltar que os valores da internet não consideram fretes nem taxas de serviço.

"O consumidor deve usar a loja física como canal principal e deixar para comprar virtualmente apenas quando identificar promoções efetivamente menores que o menor preço físico", orienta o estudo, que lembra que os custos de frete costumam anular rapidamente eventuais pequenas vantagens obtidas online.

Canais próprios levam vantagem sobre marketplaces

A pesquisa também apontou disparidades dependendo da plataforma digital utilizada. Os sites próprios das grandes redes de supermercados ficaram mais próximos das tabelas presenciais, enquanto aplicativos de entrega e marketplaces apresentaram as maiores margens de acréscimo:

  • Supernossoemcasa: +1,42% em relação à média física (canal virtual mais competitivo);
  • Verdemaratevoce: +3,04%;
  • Mercado Livre / SuperFull: +12,65%;
  • Amazon Now / Rappi: +21,91%.

Nas lojas físicas, a atratividade variou conforme o perfil da rede. MartMinas (6,18% abaixo da média das lojas), Assaí Belvedere (-4,17%) e Supermercados BH (-2,78%) registraram os índices medianos mais baixos. Na outra ponta, o Super Nosso figurou com maior frequência entre os maiores valores pesquisados (+8,31%).

Estabilidade trimestral e variação por categoria

A análise de evolução dos preços entre 30 de abril e 25 de julho de 2026 (base de 100 produtos comparáveis) mostrou um cenário de estabilidade com leve tendência de queda. No período, 54 produtos registraram recuo de valor, 44 ficaram mais caros e dois permaneceram estáveis, resultando em uma variação mediana de -0,46%.

As maiores discrepâncias e oportunidades de economia residem no canal presencial, onde produtos de alta variação exigem pesquisa:

  • Pão de Sal (Kg): Apresentou uma variação de até 200,50% entre estabelecimentos (de R$ 9,98 no MartMinas a R$ 29,99 no Verdemar).
  • Molho de Tomate (Predilecta 300g): Oscilou 125,79% (R$ 1,59 no MartMinas a R$ 3,59 no Assaí).
  • Ovos (Pente com 20 un. brancos): Apresentou diferença de 124,39% (R$ 9,80 no Assaí a R$ 21,99 no Super Nosso).

Entre os produtos que mais subiram no trimestre em lojas físicas, destacam-se a Margarina Becel 500g (+83,95%) e o Molho de Tomate Predilecta (+51,46%). Por outro lado, marcas de café em pó puxaram as principais reduções, com destaque para o Café Barão 500g (-30,08%) e o Café Caboclo 500g (-16,06%).

Por

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

Belo Horizonte