Durigan afirma que reação do mercado financeiro é normal diante da incerteza econômica
Ministro garante que não há 'má vontade', mas sim o desejo pela definição de um projeto econômico para um eventual próximo mandato e afirma que medidas fiscais realizadas foram bem aceitas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (6) que não vê "má vontade" do mercado financeiro em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a reação dos investidores é consequência do cenário de incerteza sobre os rumos da economia.
"Eu não reputo aqui a má vontade. O que eu acho é que, dentro de alguns momentos em que você tem muita instabilidade, o mercado naturalmente reage a essa incerteza", disse em entrevista à GloboNews.
De acordo com o ministro, parte dessa incerteza está ligada à definição do projeto econômico para um eventual novo mandato do presidente Lula e ao resultado das eleições deste ano. Apesar disso, Durigan afirmou que investidores reconhecem medidas adotadas pela equipe econômica.
Entre as ações citadas pelo ministro estão o cumprimento das metas fiscais e o bloqueio de R$ 17 bilhões em despesas do Orçamento. Segundo ele, essas medidas reforçam o compromisso do governo com o equilíbrio das contas públicas.
Hoje, o Tesouro Nacional tem mantido o resultado fiscal dentro da margem prevista pelo arcabouço fiscal. A meta para este ano é de um superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos. Mesmo assim, o equilíbrio das contas públicas continua sendo apontado como um dos principais desafios da equipe econômica.
Déficit zerado
Em outra entrevista concedida na semana passada, Durigan afirmou que o governo trabalha para encerrar 2026 com déficit primário zerado e não descartou a possibilidade de registrar superávit nas contas públicas.
O ministro também negou que o governo esteja discutindo um aumento extraordinário do salário mínimo ou a adoção de medidas de controle de capitais. Segundo ele, esses temas não fazem parte da agenda da equipe econômica.
Já a possível desvinculação do reajuste do salário mínimo dos benefícios previdenciários, tema que voltou a ser debatido nos bastidores, deverá ficar para depois das eleições, de acordo com o ministro.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



