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Boletim Focus: previsão da inflação cai pela terceira semana seguida

Estimativa para o IPCA cai de 5,16% para 5,15%; projeções para PIB, Selic e dólar permanecem estáveis

PorBrasília
Banco Central divulgou números de superávit no mês de janeiro
Mercado reduz previsão da inflação pela terceira semana seguida • Agência Brasil

O mercado financeiro reduziu, pela terceira semana consecutiva, a projeção para a inflação em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,16% para 5,15%. Apesar da nova queda, a previsão ainda permanece acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O Relatório Focus reúne, semanalmente, as projeções de mais de uma centena de instituições financeiras e consultorias para os principais indicadores da economia brasileira. As estimativas servem de referência para investidores, empresas e para o próprio Banco Central na avaliação do cenário econômico e na condução da política monetária.

O relatório também manteve inalteradas as previsões para os demais indicadores da economia. A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 1,99% neste ano. Já a taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 14% ao ano, enquanto a projeção para a cotação do dólar no fim de 2026 também não sofreu alterações.

A terceira redução consecutiva da estimativa para o IPCA acompanha um cenário de desaceleração gradual da inflação. Ainda assim, a projeção continua acima do limite máximo da meta definida pelo CMN, indicando que o mercado ainda não espera o retorno da inflação ao intervalo estabelecido pelo governo.

Divulgado todas as segundas-feiras pelo Banco Central, o Boletim Focus consolida as projeções de bancos, corretoras, gestoras e consultorias para indicadores como inflação, crescimento econômico, juros e câmbio. O levantamento é considerado um dos principais termômetros das expectativas do mercado e serve de base para acompanhar a percepção dos agentes econômicos sobre o desempenho da economia brasileira.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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