Conselho do FGTS eleva valor máximo de financiamento do Minha Casa, Minha Vida
Conselho Curador do FGTS aprovou uma série de medidas para o Minha Casa, Minha Vida, inclusive um orçamento recorde para 2026

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (11) elevar o teto do valor de imóveis financiados pelo Minha Casa, Minha Vida. As mudanças vão beneficiar as faixas 1 e 2 do programa, destinadas a famílias com renda mensal entre R$ 2.850 e R$ 4.700.
Para grandes cidades, com população acima de 750 mil habitantes, o valor máximo passa de R$ 264 mil para R$ 275 mil. Para municípios entre 300 mil e 750 mil habitantes, o teto sai de R$ 250 mil para R$ 270 mil. Enquanto para cidades entre 100 mil e 300 mil habitantes, o valor máximo passa de R$ 230 mil para R$ 245 mil.
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Segundo o Ministério das Cidades, o objetivo é facilitar o acesso das famílias de menor renda ao crédito, principalmente aquelas que recebem até R$ 2.160,00. A pasta afirmou que o reajuste se deu após avaliar que o número de contratações caiu na primeira faixa e no Norte do país.
“A Região Norte tem renda média menor e custo logístico maior. Por isso, defendemos, com base em dados técnicos, que possamos corrigir desigualdades regionais com foco na garantia do acesso à moradia digna a essa população que, historicamente, tem mais dificuldade de financiar a casa própria”, disse o ministro Jader Filho.
Orçamento recorde
O conselho do FGTS também aprovou um orçamento recorde de R$ 144,5 bilhões para área da habitação. Outra medida é o aumento do valor máximo do desconto a ser concedido às famílias localizadas na região Norte, indo de R$ 55 mil e podendo chegar até R$ 65 mil por família nortista.
Por exemplo, uma família de Belém do Pará com renda mensal de até R$ 2.100 que pretende adquirir um imóvel de R$ 210 mil, nas condições anteriores, essa família teria um subsídio de aproximadamente R$ 38 mil. Com o novo ajuste, o subsídio poderá chegar a R$ 57 mil, um acréscimo de R$ 20 mil no desconto.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



