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Busca por crédito cresce 49,56% no Brasil em setembro, aponta pesquisa

Levantamento da CNDL e do SPC Brasil mostra aumento expressivo na procura por empréstimos e financiamentos. Apenas 3,6% dos consumidores consultados contrataram algum serviço de crédito.

Por, Brasília
Fotografia em estilo documental e corporativo, com enquadramento fechado e profundidade de campo reduzida, destacando as mãos de um homem segurando um cartão de crédito e um smartphone. Sobre a mesa há documentos financeiros, uma caneta e um notebook parcialmente visível, com iluminação natural e tons neutros que reforçam a ideia de pagamento, análise financeira e transação digital.
Busca por crédito cresce em setembro. • Freepik

A procura dos brasileiros por crédito cresceu 49,56% em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O levantamento foi divulgado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Apesar do avanço na busca por recursos financeiros, os dados mostram que a contratação efetiva continua restrita. Entre os consumidores consultados, apenas 3,6% conseguiram contratar algum serviço de crédito. Desse grupo, 89,13% optaram por empréstimos e 10,06% por financiamentos.

Outro dado que chama a atenção é que 38,73% das pessoas que tiveram o CPF consultado apresentavam alguma restrição ativa nos cadastros de inadimplência.

O perfil predominante de quem procurou crédito foi masculino, representando 53,14% das consultas. Na divisão por idade, a faixa entre 40 e 49 anos liderou, com 24,21% do total.

Na distribuição regional, o Sudeste concentrou a maior participação, com 45,66% das consultas. Em seguida aparecem Nordeste, com 21,70%; Sul, com 17,70%; Centro-Oeste, com 8,38%; e Norte, com 6,57%.

Na comparação mensal, entretanto, houve movimento contrário: o volume de consultas realizadas pelo setor financeiro caiu 13,67% entre agosto e setembro.

Para o presidente da CNDL, José César da Costa, o crescimento da procura reflete a pressão sobre o orçamento das famílias, em um cenário de juros elevados, renda comprometida e dificuldades para manter as contas em dia.

A entidade alerta que parte dos consumidores pode estar recorrendo a novos empréstimos para quitar compromissos atrasados e cobrir despesas básicas. Nesse contexto, a contratação de crédito sem planejamento pode agravar o endividamento das famílias.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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