Venezuela pode importar carne brasileira depois de 11 anos de crise
Venezuela em 2014, pela última vez, importou 160 mil toneladas de carne bovina.

Amigas e amigos do Agro!
A carne bovina brasileira continua sendo um dos principais assuntos no agronegócio, porque as incertezas no mercado criam expectativas para os produtores e exportadores.
A China que já comprou em torno de 80% da cota anual estabelecida pelo governo chinês, ainda não se pronunciou como será daqui prá frente. A tarifa atual 12% será mantida ou vem o tarifaço de 55% o que inviabiliza os embarques para Pequim.
Com os Estados Unidos, ainda não há uma definição exata das tarifas, mas lá ele estão com o rebanho reduzido, preços das carnes batendo no teto e o Brasil é o único país capaz de abastecer o mercado americano.
Com o bloqueio da União Europeia às carnes brasileiras a partir de setembro, a situação se complica ainda mais. E vai ser difícil convencer os europeus, que são protecionistas e exigem o cumprimento de regras sanitárias que o governo brasileiro finge desconhecer, porque foi avisado várias vezes.
A China, Estados Unidos, Chile e União Europeia, nessa ordem, são os maiores compradores da carne bovina brasileira. Os europeus compram menos que os outros três, porém percentualmente proporcionam maiores lucros porque importam somente cortes de primeira linha.
A Venezuela, quem diria, poderá reabrir suas porteiras para o boi brasileiro depois de 11 anos. Em 2015, quando a crise atingiu violentamente a Venezuela a carne brasileira saiu do cardápio, mesmo sendo uma das mais baratas do mundo.
Uma comitiva de vários frigoríficos brasileiros, acompanhada pelo Ministério das Relações Exteriores, está em Caracas, tratando do assunto.
A Venezuela em 2014, pela última vez, importou 160 mil toneladas de carne bovina. Hoje estaria seguramente entre os 5 maiores compradores do Brasil se não houvesse o desastre econômico do país.
Itatiaia Agro
Valdir Barbosa
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.



